A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar usuários que publicaram vídeos com apologia à violência contra mulheres nas redes sociais. A investigação está sob responsabilidade da Diretoria de Crimes Cibernéticos da corporação. Além disso, a PF determinou a derrubada dos perfis que divulgaram conteúdos considerados misóginos.
Nos últimos dias, alguns usuários passaram a publicar vídeos ligados à trend “treinando caso ela diga não”. O conteúdo mostra homens simulando agressões contra mulheres após um suposto pedido de namoro ou casamento ser recusado. A prática rapidamente se espalhou nas redes sociais e provocou forte reação de internautas.
Diante da repercussão, várias influenciadoras publicaram vídeos criticando a trend. Elas classificaram o conteúdo como incentivo à violência e cobraram providências das autoridades. A mobilização ampliou a pressão para que órgãos públicos investigassem o caso.
Em nota, a Polícia Federal confirmou a abertura do procedimento investigativo. “A Polícia Federal instaurou procedimento investigativo para apurar a divulgação de conteúdos que incitavam violência contra mulheres em perfis de redes sociais. A apuração teve início após o recebimento de denúncia sobre publicações associadas a uma tendência que incentivaria esse tipo de prática”, informou a corporação.
A investigação começou após a Advocacia-Geral da União apresentar uma notícia-crime à Polícia Federal. O pedido foi encaminhado no último domingo, 8/3, solicitando a abertura de inquérito para apurar os responsáveis pela divulgação dos vídeos.
O caso também reacende o debate sobre a violência de gênero no país. De acordo com dados do Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina, foram registrados 6,9 mil casos consumados ou tentados de feminicídio em 2025. O número representa aumento de 34% em relação ao ano anterior.
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