O pastor Silas Malafaia não visitou o amigo Jair Bolsonaro nos últimos 100 dias de prisão domiciliar do ex-presidente. Ele está proibido desde o dia 20 de agosto de manter contato com Jair Bolsonaro por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida cautelar inclui vedação de comunicação com investigados do caso, entre eles o próprio Bolsonaro, e segue válida enquanto perdurarem as condições impostas pela Corte.
Pelo mesmo conjunto de decisões, o pastor teve passaporte cancelado, foi alvo de busca e apreensão e ficou impedido de deixar o país. As ordens constam em comunicações oficiais e em notas da imprensa nacional que acompanharam a operação da Polícia Federal no Rio de Janeiro.
Desde 4 de agosto, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar com regras rígidas para entradas e saídas de pessoas. A decisão que impôs a medida determinou que só podem acessar a residência visitantes previamente autorizados pelo STF, além dos advogados regularmente constituídos.
CORTE AUTORIZOU, SÓ NÃO FOI MALAFAIA
Ao longo das semanas em que Bolsonaro está preso em seu domicílio, Moraes publicou despachos delimitando janelas de horário e exigindo vistorias de veículos e identificação dos visitantes. Nesse contexto, pedidos de políticos e de perfis religiosos foram analisados caso a caso.
Em setembro, a Corte autorizou encontros religiosos periódicos, mas com lista fechada de participantes e restrições para evitar desvio de finalidade. Só não foi Malafaia.
Outras Visitas Autorizadas
Em outra decisão, Moraes liberou quatro visitas individuais em dias específicos: o ministro do TCU Jorge Oliveira, o deputado Alfredo Gaspar, o senador Rogério Marinho e o bispo Robson Rodovalho, fundador da Sara Nossa Terra. Mais uma vez, só não foi Malafaia.
Enquanto essa cautelar estiver vigente, qualquer tentativa de encontro configuraria descumprimento de ordem judicial. Ao longo do período, a imprensa registrou manifestações do próprio Malafaia, que teve seu passaporte apreendido pelo STF. Malafaia classificou as medidas como “aberração” e pediu a devolução do passaporte. Ainda assim, as cautelares foram mantidas, e não houve autorização específica para visita ao ex-presidente. Ou seja, todos podem visitar Jair, só não pode Malafaia.
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