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quinta-feira, março 12, 2026

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Preços recuam no Brasil após um ano de alta contínua

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Depois de um ano, o Brasil voltou a registrar deflação. Segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta última terça-feira (10), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve queda de 0,11% em agosto. A retração é influenciada principalmente pela redução de 4,21% nas tarifas de energia elétrica e de 0,46% nos preços dos alimentos e é a maior desde setembro de 2022, quando o índice caiu 0,29%.

A deflação de agosto marcou o primeiro resultado negativo do indicador desde o mesmo mês do ano passado, quando houve baixa de 0,02%. Apesar do recuo, o acumulado em 12 meses ainda indica avanço de 5,13%, número acima do teto da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para 2025, o objetivo é de 3%, podendo variar entre 1,5% e 4,5%. 

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou em carta enviada ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que a expectativa é de que o IPCA volte à meta apenas em 2026. “O compromisso do Banco Central é com a meta de inflação de 3%”, escreveu. O BC projeta uma inflação de 4,2% para março do próximo ano, previsão semelhante à dos analistas do mercado.

Preços em queda em diversos setores 

Após três meses de aumentos seguidos, as contas de luz caíram 4,21% em agosto. A queda foi influenciada pelo chamado Bônus de Itaipu, resultado da distribuição de R$ 936,8 milhões referentes à comercialização da parte brasileira da hidrelétrica. O desconto, presente em 97% das faturas residenciais e rurais, foi identificado nas contas de agosto com a inscrição “Bônus Itaipu”.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estimava um abatimento médio de R$ 11,59 para consumidores que utilizaram até 350 kWh em algum mês de 2024. Ainda assim, a adoção da bandeira vermelha patamar 2, que acrescenta R$ 7,87 a cada 100 kWh, evitou uma queda mais expressiva.

Já os preços dos alimentos recuaram pelo terceiro mês consecutivo, com queda de 0,46% em agosto. No trimestre, o acumulado chega a -0,9%. O resultado foi puxado pela alimentação em domicílio (-0,83%), com destaque para reduções em itens como tomate (-13,39%), batata-inglesa (-8,59%), cebola (-8,69%), arroz (-2,61%) e café moído (-2,17%).

“De forma geral, tais produtos alimentícios registraram quedas em razão de maior oferta”, explicou Fernando Gonçalves, gerente do IPCA. Já a alimentação fora de casa continua em alta, ainda que em ritmo menor: 0,5% em agosto, ante 0,87% em julho, com destaque para lanches (+0,83%) e refeições (+0,44%).

No grupo dos transportes, a queda foi de 0,27% em agosto, influenciado principalmente pelo recuo de 2,44% nas passagens aéreas, reflexo do fim do período de férias. Entre os combustíveis, os preços caíram 0,89%, puxados pela gasolina (-0,94%), etanol (-0,82%) e gás veicular (-1,27%). Apenas o óleo diesel apresentou alta, de 0,16%.

Confira a variação por grupo de despesas em agosto:

  • Habitação: -0,9%
  • Alimentação e bebidas: -0,46%
  • Transportes: -0,27%
  • Comunicação: -0,09%
  • Artigos de residência: -0,09%
  • Despesas pessoais: +0,4%
  • Saúde e cuidados pessoais: +0,54%
  • Vestuário: +0,72%
  • Educação: +0,75%

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O que é o IPCA?

O IPCA é o índice oficial da inflação no país e acompanha a variação de preços de 377 produtos e serviços consumidos por famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. O levantamento é feito mensalmente pelo IBGE em 16 regiões metropolitanas e capitais brasileiras, incluindo Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Distrito Federal, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju.

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