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quarta-feira, março 18, 2026

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Polícia Civil pede prisão de tenente-coronel por suspeita de matar esposa em SP

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A Polícia Civil de São Paulo solicitou a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da soldado Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça. O crime ocorreu no último dia 18 de fevereiro, no apartamento onde moravam no Brás, centro da capital.

Segundo a investigação, o pedido tem como base um laudo sigiloso, que será analisado pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), responsável por decidir se a prisão será decretada. Para a coluna do jornalista Josmar Jozino, o tribunal informou que o caso segue “sob segredo de justiça, portanto não há informações disponíveis”. 

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A medida foi tomada após a exumação do corpo de Gisele no dia 6 de março, seguida por nova perícia e exames complementares. Na quarta-feira (11), o delegado responsável pelo caso se reuniu com membros da Corregedoria da Polícia Militar, que acompanham a investigação.

Inicialmente registrado como suicídio consumado, o caso passou a ser tratado como “morte suspeita” após depoimento da mãe de Gisele, que descreveu o relacionamento do casal como conturbado e relatou que o tenente-coronel era “muito abusivo e violento com a companheira”.

No dia 09 de março, a Justiça de São Paulo encaminhou o caso para a Vara do Tribunal do Júri, especializada em crimes contra a vida, como homicídio e feminicídio. No dia seguinte, o TJSP decretou sigilo em todo o processo. A juíza Michelle Porto de Medeiros Cunha Carreiro afirmou que “o inquérito policial é um procedimento sigiloso por natureza” e que detalhes amplamente divulgados poderiam prejudicar as investigações.

Ainda segundo informações divulgadas pela coluna de Josmar Jozino, uma denúncia anônima registrada em Inquérito da Polícia Militar (IPM) indicou que o tenente-coronel apresentava “instabilidade emocional” e perseguia, intimidava e ameaçava a esposa de forma recorrente. A Corregedoria instaurou o IPM no dia 20 de fevereiro, dois dias após a morte de Gisele.

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O tenente-coronel negou ter matado a esposa e acusou a família dela de construir uma narrativa para “achar um culpado”. Em entrevista ao Domingo Espetacular, ele afirmou que pretendia se divorciar e rebateu acusações de comportamento abusivo. “Eu nunca fiz isso [proibir a esposa de usar maquiagem]. A Gisele sempre foi uma mulher muito bonita, vaidosa. Então, tudo isso é uma narrativa mentirosa que estão [família] construindo para tentar me acusar. Eles precisam achar um culpado”, disse.

O advogado de Neto, Eugênio Malavassi, explicou que a transferência do caso para a Vara do Júri é “uma circunstância processual absolutamente comum ante a ocorrência de morte” e reiterou que a morte de Gisele decorreu de “trágico suicídio”. Malavassi destacou que o cliente permanece à disposição das autoridades e que, antes do pedido de prisão, não figurava “como investigado, suspeito ou indiciado no procedimento formal em curso”.

O laudo necroscópico apontou que a soldado morreu em razão de traumatismo cranioencefálico grave por disparo de arma de fogo. A perícia também identificou “lesões contundentes” na face e na região cervical compatíveis com pressão de unhas, sem sinais de substâncias entorpecentes ou lesões típicas de defesa. Exames complementares ainda são necessários para esclarecimentos adicionais.

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