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segunda-feira, março 9, 2026

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PF e PRF retiraram R$ 9,5 bilhões do crime organizado

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O Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou, nesta semana, o balanço das ações desenvolvidas em 2025 pela PF e pela PRF. Foto: Divulgação

O Ministério da Justiça e Segurança Pública apresentou, nesta semana, o balanço das ações desenvolvidas em 2025 pela Polícia Federal (PF) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Entre os principais resultados está a retirada de R$ 9,5 bilhões das estruturas do crime organizado, por meio de medidas de descapitalização conduzidas pela PF, além da apreensão de 1,44 mil toneladas de maconha em operações conjuntas das duas corporações. O detalhamento foi apresentado nesta semana, quando foram anunciadas prioridades e projetos da nova gestão da pasta.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, afirmou que os números refletem um trabalho que será mantido e ampliado ao longo do ano. Segundo ele, a segurança pública é um dever constitucional do Estado e a prestação de contas anual é fundamental para garantir transparência e respostas rápidas à sociedade. O ministro destacou que, além das ações repressivas, o governo pretende investir em programas estruturantes e de longo prazo para enfrentar a violência.

Entre as prioridades, o combate ao feminicídio foi apontado como eixo central. De acordo com o ministro, é necessário ir além das operações policiais, promovendo iniciativas que contribuam para mudanças culturais e comportamentais em relação à violência contra as mulheres.

Os roubos e furtos de celulares também foram citados como foco de atenção. Wellington César Lima e Silva afirmou que o Ministério pretende intensificar o uso de inteligência e cruzamento de dados para enfrentar esse tipo de crime, com iniciativas desenvolvidas em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), com o objetivo de desestimular a receptação e reduzir a incidência dessas ocorrências.

O ministro ressaltou ainda a articulação com o Congresso Nacional, membros do Ministério Público, chefes de polícia, comandantes do Exército e representantes da sociedade civil. Segundo ele, o enfrentamento ao crime organizado exige ações coordenadas e métodos sistemáticos para desmantelar redes criminosas.

No sistema prisional, o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, anunciou a apresentação de um novo projeto voltado às penitenciárias federais. A proposta prevê a ampliação de protocolos e equipamentos de segurança nos estados, além da criação de um Centro Nacional de Inteligência Penal para integrar dados e reforçar o monitoramento de presos, inclusive aqueles que se encontram fora das unidades prisionais.

INTEGRAÇÃO UNIÃO E ESTADOS

Já o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou a importância da integração entre União e estados nas políticas de combate à violência. Ele também mencionou a atuação da pasta na tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025, que trata da segurança pública, e reforçou a prioridade no enfrentamento ao feminicídio, com foco na redução da subnotificação e no fortalecimento das redes de proteção às mulheres.

No balanço operacional, a PRF informou a apreensão de 719 toneladas de maconha, 44,3 toneladas de cocaína e 48,3 milhões de maços de cigarros ilegais. A corporação também recolheu 1.134 armas de fogo, mais de 59 mil munições e recuperou 7.924 veículos. O diretor-geral da PRF, Antônio Fernando, afirmou que a atuação da instituição vem sendo ampliada, com destaque para a entrada na Ameripol – Comunidade de Polícias das Américas –, o que fortalece a cooperação internacional. Ele também ressaltou ações voltadas à segurança no trânsito, com reativação de equipamentos e reforço na fiscalização.

Na Polícia Federal, os dados apontam recorde na apreensão de drogas e redução no prazo de emissão de passaportes. O diretor-geral da PF, Andrei Fernandes, informou que foram realizadas mais de quatro mil operações relacionadas a crimes como desvio de recursos públicos, corrupção, ilícitos contra o sistema financeiro e cadeias criminosas de combustíveis. Em 2025, a PF indiciou 42,5 mil pessoas e conduziu mais de 44 mil inquéritos, com duração média de 452 dias.

A descapitalização do crime organizado alcançou R$ 9,5 bilhões, resultado de apreensões de imóveis, aeronaves, veículos, bloqueio de contas e valores em espécie. No combate ao tráfico, foram apreendidos mais de 73,1 mil quilos de cocaína e 721,1 mil quilos de maconha, com 1.512 indiciamentos nas fronteiras.

Segundo Andrei Fernandes, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) contribuíram para ampliar a capilaridade das ações, retirando R$ 169 milhões das estruturas criminosas. A criação da Diretoria de Crimes Cibernéticos resultou em 1.171 operações, sendo 1.077 voltadas à proteção de crianças e adolescentes. No campo administrativo, a PF emitiu 2,5 milhões de passaportes em 2025, com casos em que o documento foi entregue em até dois dias.

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