O Nubank anunciou que encerrará oficialmente o regime de trabalho remoto a partir do segundo semestre de 2026, adotando um modelo híbrido obrigatório. A decisão marca uma mudança significativa na cultura da empresa, que desde a pandemia vinha operando quase totalmente à distância. De acordo com o comunicado assinado pelo CEO e cofundador David Vélez, os funcionários deverão retornar aos escritórios pelo menos dois dias por semana a partir de 1º de julho de 2026, aumentando para três dias presenciais em janeiro de 2027.
Para suportar essa transição, o banco digital vai ampliar e modernizar suas instalações em diversas cidades estratégicas. No Brasil, os principais polos serão São Paulo, Campinas, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Na América Latina, as unidades de Cidade do México, Bogotá, Buenos Aires e Montevidéu também receberão investimentos. O Nubank ainda expandirá escritórios nos Estados Unidos — em Washington D.C., Miami e Palo Alto — e fortalecerá centros de talentos em Berlim e Durham.
Embora não tenha revelado valores, a empresa afirma que o plano de expansão global busca fortalecer a colaboração entre equipes e acelerar a inovação. “Nos últimos cinco anos, o Nubank prosperou em um ambiente prioritariamente remoto, alcançando 122 milhões de clientes. Agora, queremos unir o melhor dos dois mundos — a flexibilidade e o poder da interação presencial”, destacou Vélez.
Modelo Híbrido e a Cultura Corporativa
A decisão segue a tendência de outras big techs que, após o boom do trabalho remoto, vêm restabelecendo o convívio físico como elemento essencial para a cultura corporativa e o desenvolvimento de talentos. O Nubank, que construiu sua reputação como uma empresa digital-first, aposta agora em um formato híbrido para sustentar o crescimento e manter a integração entre suas operações internacionais.
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