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sábado, março 14, 2026

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Mais de 39 milhões de brasileiros pagaram por jogos online no último ano

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Pesquisa da CNDL/SPC Brasil revela que 39,5 milhões de brasileiros gastaram com apostas online em 2025.

O avanço das plataformas de apostas e jogos online no Brasil vem provocando impactos diretos na economia doméstica e no endividamento das famílias. Uma pesquisa divulgada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, revela que cerca de 39,5 milhões de consumidores brasileiros pagaram por algum jogo online nos últimos 12 meses.

As apostas esportivas são as preferidas, citadas por 54% dos jogadores, seguidas por modalidades de cassino, como slots (28%), roletas (22%) e caça-níqueis (20%). Os motivos mais comuns para iniciar as apostas incluem curiosidade (35%), a busca por ganhos rápidos (22%) e diversão (22%).

O estudo ainda aponta alta frequência de uso: 24% jogam semanalmente, 18% apostam duas a três vezes por semana e 11% admitem jogar todos os dias. O Pix é o meio de pagamento mais utilizado, presente em 76% das transações, seguido do cartão de crédito (11%). O gasto médio mensal com apostas é de R$ 187, chegando a R$ 255 nas classes A e B.

Os impactos financeiros preocupam. Cerca de 41% dos apostadores afirmaram ter renunciado a algum consumo para apostar, principalmente alimentação fora de casa (15%), internet (12%), supermercado (12%) e lazer em família (10%). Outros 19% comprometeram a renda com o jogo, e 17% deixaram de pagar contas para continuar apostando.

O levantamento mostra ainda que 29% dos entrevistados já tiveram o nome negativado por causa de dívidas relacionadas a jogos online, e 17% permanecem inadimplentes. Além disso, 28% relataram efeitos negativos como irritação, conflitos familiares, ansiedade, depressão e endividamento.

Impacto Social e Econômico das Apostas Online

Para o presidente da CNDL, José César da Costa, os dados são um sinal de alerta. “O alto índice de endividamento e os impactos sobre a saúde mental mostram que essa ‘diversão’ está se tornando um problema social e econômico. É fundamental que a regulamentação do setor priorize a proteção do consumidor e não apenas a arrecadação”, afirmou.

A pesquisa revela ainda que 37% dos jogadores tentaram parar de apostar, mas não conseguiram; apenas 21% buscaram ajuda, principalmente em igrejas, com familiares ou profissionais de saúde. Entre as medidas sugeridas pela população estão campanhas de conscientização (44%), restrição de publicidade com celebridades (41%) e proibição de anúncios voltados a jovens e adolescentes (35%).

Regulamentação e o Futuro dos Jogos Online

Apesar das preocupações, 56% dos entrevistados defendem a continuidade dos jogos online, desde que haja regras mais rígidas e maior fiscalização.

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