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sábado, março 14, 2026

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Lula sanciona o “SUS” da educação. Saiba como funcionará

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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante sanção do Projeto de Lei Complementar nº 235, de 2019, que institui o Sistema Nacional de Educação – SNE. Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que cria o Sistema Nacional de Educação (SNE), publicada no Diário Oficial da União nesta segunda, 3. A iniciativa busca integrar os sistemas de ensino da União, Estados e Municípios, com o objetivo de melhorar a qualidade e reduzir as desigualdades educacionais no país — funcionando de forma semelhante ao Sistema Único de Saúde (SUS), por meio do alinhamento de ações, programas e investimentos.

O SNE era uma promessa antiga: deveria ter sido criado até 2016, conforme o Plano Nacional de Educação de 2014. O sistema estabelece regras de cooperação entre os entes federados e cria instâncias de pactuação, como as Comissões Intergestores Tripartite e Bipartite da Educação, responsáveis por definir responsabilidades e critérios de financiamento.

Um dos pilares do novo sistema é o Custo Aluno Qualidade (CAQ), que servirá como referência de investimento por estudante, levando em conta padrões mínimos de qualidade, como formação docente, infraestrutura escolar e número adequado de alunos por turma. Especialistas elogiam o avanço, mas alertam para a falta de clareza sobre a forma de cálculo e o impacto financeiro para os governos locais.

Outro destaque é a criação da Infraestrutura Nacional de Dados da Educação (Inde), que integrará registros de todos os estudantes por meio do CPF, facilitando o acompanhamento da trajetória escolar e o combate à evasão.

Embora a lei entre em vigor imediatamente, a implementação será gradual: as comissões devem ser criadas em até 90 dias, e Estados e Municípios terão dois anos para se adequar às novas regras. O desafio agora é transformar a promessa de coordenação em resultados concretos — e fazer do SNE um verdadeiro “SUS da educação”.

ENTENDA OS 7 PONTOS SOBRE A NOVA LEI

1. O que é o SNE

É um sistema de regras e coordenação que organiza quem faz o quê na educação — União, Estados e Municípios.
Não trata de conteúdo escolar, e sim de governança e colaboração entre os níveis de governo.

2. Por que ele é importante

Hoje, cada esfera age por conta própria, o que gera desorganização e desigualdade.
O SNE quer alinhar políticas e recursos, criando um sistema mais justo e eficiente.

3. Qualidade igual em todo o país

O SNE define padrões mínimos de qualidade (infraestrutura, formação docente, número de alunos por turma etc.).
A meta é que todas as escolas atinjam um nível digno de ensino, independentemente do CEP.

4. Como garantir dinheiro suficiente

Cria o Custo Aluno Qualidade (CAQ) — um parâmetro para medir quanto deve ser investido por aluno.
A União terá papel redistributivo, ajudando a equilibrar desigualdades.
Ainda há dúvidas sobre como o cálculo será feito e financiado, mas a ideia é vista como avanço.

5. Gestão compartilhada

Surge um novo modelo de governança conjunta, com:

  • CITE (Comissão Intergestores Tripartite): União, Estados e Municípios discutem responsabilidades e o CAQ.
  • CIBEs (Comissões Intergestores Bipartites): Estados e municípios alinham políticas locais.
    Inspirado no modelo do SUS — diálogo e pactuação entre os entes federados.

6. Dados e identificação dos alunos

Cria a Infraestrutura Nacional de Dados da Educação (INDE) e o Identificador Nacional Único do Estudante (INUE) — o CPF passa a acompanhar o aluno da creche à faculdade.
Facilita o rastreamento da trajetória escolar e políticas contra evasão.

7. Quando começa

A lei já está em vigor, mas o processo será gradual:
As comissões (CITE e CIBEs) devem ser criadas em até 90 dias;
Estados e municípios têm até 2 anos para ajustar suas leis e práticas.

O post Lula sanciona o “SUS” da educação. Saiba como funcionará apareceu primeiro em Diário do Pará.

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