Acostumado a fazer compras online, o enfermeiro Rafael Braga, de 35 anos, levou um susto ao abrir uma encomenda que deveria conter um iPhone de R$ 4,1 mil. No lugar do celular, havia uma caixa de chocolates Bis. O caso aconteceu no último sábado (24), em Itapipoca, no interior do Ceará.
Rafael havia optado por comprar o aparelho diretamente do vendedor Amazon.com.br, dentro da própria plataforma, mesmo encontrando preços menores em outros sites. A escolha, segundo ele, foi para garantir mais segurança na transação, já que a empresa seria responsável tanto pela venda quanto pela entrega.
O pacote chegou lacrado e com os dados corretos na etiqueta. Ele também informou ao entregador um código de verificação, procedimento comum para confirmar o recebimento. Ainda assim, estranhou o peso da embalagem.
“A primeira coisa que eu estranhei é que o produto estava leve. Como eu não compro celular há muitos anos, acho que foi em 2022 a última vez que comprei um celular… Eu sei que hoje em dia não vem mais o carregador, não vem mais outras coisas, meio que poderia ser algo assim, né? Aí quando eu abri foi que eu tomei o susto. Tava uma caixa de bombons Bis azul”, relatou Rafael, em entrevista ao portal G1.
O celular seria usado pela esposa de Rafael. O casal planejava a compra desde dezembro e parcelou o valor em 12 vezes no cartão.
Negativa inicial
Nos dias seguintes, o enfermeiro tentou resolver a situação com a empresa por chat, telefone e e-mail. Até a quarta-feira (28), a resposta era de que não haveria reembolso, sob a justificativa de que o iPhone teria saído corretamente do centro de distribuição.
Em uma das mensagens, a Amazon informou ter analisado o histórico de compras da conta e citou um caso anterior, em que Rafael relatou o não recebimento de um produto, um cooler de processador comprado em 2024, que, segundo ele, foi extraviado e reembolsado sem dificuldades.
A empresa também alertou que, em caso de “atividade incomum”, a conta poderia ser bloqueada.
Mudança de posição
Após seis dias de tentativas, Rafael recebeu, na manhã de quinta-feira (29), o estorno integral do valor pago. Em nota, a Amazon Brasil informou que estava investigando o caso e que entraria em contato com o consumidor para solucionar o problema.
Busca por outras medidas
Diante das negativas iniciais, Rafael registrou um boletim eletrônico de ocorrência e recebeu orientação para procurar o Procon e o Juizado Especial Cível, mas não chegou a acionar os órgãos.
Ele guardou a nota fiscal do produto e até a caixa de chocolates, acreditando que poderiam ajudar na investigação.
“É um produto muito caro, isso deixa a gente muito mal. Inclusive, no sábado, eu fiquei me sentindo culpado, sabe? Pensando: “O que foi que eu fiz de errado, será que eu deveria ter feito mais alguma coisa?”. Mas pensando melhor, eu recebi o produto lacrado, não recebi um produto violado. Era uma loja em que eu confiava. Eu fiquei muito chateado”, disse.
Rafael afirma que costuma gravar a tela ao fazer compras online, mas desta vez não fez o procedimento por confiar na plataforma. Após o caso, diz que deve evitar compras de alto valor pela internet.
Apesar do transtorno, ele comemorou a devolução do dinheiro e o fim de dias de apreensão.
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