A megaoperação no Complexo do Alemão e na Penha, no Rio de Janeiro, terminou sem a captura do principal alvo: Edgar Alves Andrade, o “Doca da Penha” ou “Urso”, apontado como uma das principais lideranças do Comando Vermelho (CV).
O secretário de Segurança Pública do estado, Victor Santos, confirmou que Doca escapou. Segundo ele, o traficante usa seus subordinados como uma barreira para dificultar a própria prisão. “Não conseguimos pegar o Doca nesse primeiro momento porque é uma estratégia que eles fazem”, afirmou em entrevista à GloboNews.
O governo oferece R$ 100 mil de recompensa por informações que levem à captura de Doca, que tem 20 mandados de prisão e é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos. Nascido na Paraíba e criado na Vila Cruzeiro, o criminoso também é apontado como mandante do assassinato de três médicos na Barra da Tijuca, em 2023.
Fugitivo do sistema carcerário, Doca é investigado por mais de 100 homicídios, incluindo execuções de crianças e desaparecimentos de moradores, segundo o Disque Denúncia. Em outubro de 2023, Doca foi apontado como o mandante da execução de três médicos e da tentativa de homicídio de um quarto homem na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio. As vítimas participavam de um congresso de medicina e foram confundidas com milicianos de Rio das Pedras.
Desfecho da Operação e Impacto
A operação, considerada a mais letal da história do Rio, deixou ao menos 120 mortos e resultou em 113 prisões, sendo 33 de pessoas de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco.
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