Preso sob suspeita de matar a soldado Gisele Alves Santana, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto recebia mais de R$ 30 mil por mês na Polícia Militar de São Paulo. Em janeiro, o salário bruto do oficial chegou a R$ 34.609,91, segundo dados do Portal da Transparência.
Além da remuneração principal, o contracheque incluía R$ 3.748,04 em abono de permanência e outras indenizações, valor pago a servidores que já podem se aposentar, mas continuam na ativa.
O oficial integra a corporação desde os anos 1990 e já atuou em unidades no litoral norte e também na capital paulista.
O caso ganhou repercussão após a morte da soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. Ela foi encontrada baleada em um apartamento no bairro do Brás, em São Paulo. O resgate ocorreu em 18 de fevereiro, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital das Clínicas.
Investigação da morte de Gisele Alves Santana
A cena levantou dúvidas desde o início. Um sargento do Corpo de Bombeiros estranhou a posição da arma e decidiu registrar imagens antes do atendimento. De acordo com o inquérito, o revólver estava “bem empunhado”, mas o cartucho do disparo não foi localizado.
A perícia apontou inconsistências. O laudo indicou que a mão que segurava a arma não apresentava manchas de sangue. Além disso, os peritos identificaram outras lesões no corpo da vítima. O exame registrou marcas na face e no pescoço, compatíveis com pressão de dedos e unhas.
Diante das suspeitas, a Polícia Militar abriu investigação interna. A Corregedoria instaurou um inquérito policial-militar dois dias após a morte. O documento também menciona uma denúncia anônima que relatava perseguição e intimidação por parte do oficial contra a companheira.
Em entrevista à Record TV, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto negou o crime e afirmou ter “a consciência tranquila”.
Canais de denúncia de violência contra a mulher
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180, que funciona 24 horas por dia e oferece atendimento gratuito, orientação e encaminhamento para serviços de proteção. Também é possível acionar o Disque 100 ou utilizar canais digitais de atendimento. Em situações de risco, a vítima pode solicitar medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha.
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