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terça-feira, março 10, 2026

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Caso dos irmãos desaparecidos no MA: entenda as hipóteses

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Apuração agora passa a adotar medidas mais específicas, sem descartar nenhuma hipótese. Foto: Amber Alert Brasil

Quase um mês após o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, o caso continua mobilizando autoridades e a população em Bacabal, no Maranhão. As crianças sumiram no dia 4 de janeiro, e, apesar de uma grande operação de buscas e investigações, ainda não há pistas concretas sobre o paradeiro dos irmãos. 

Com o avanço dos dias, o trabalho policial entrou em uma nova fase, enquanto cresce a preocupação com a disseminação de informações falsas nas redes sociais.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, reforçou que todas as informações recebidas são analisadas com rigor técnico, com apoio da Perícia Oficial. Segundo ele, a principal linha de investigação segue sendo a possibilidade de as crianças terem se perdido na mata, embora nenhum vestígio, como roupas ou objetos pessoais, tenha sido encontrado até o momento. 

O secretário destacou ainda que nenhuma hipótese foi descartada. “Reforçamos que informações falsas ampliam a dor da família e podem configurar crime”, escreveu Maurício Martins em uma publicação nas redes sociais.

Medidas mais específicas

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, a investigação passou a adotar medidas mais específicas, sob coordenação da Polícia Civil. Os trabalhos estão sendo conduzidos por uma comissão especial formada por delegados da Superintendência de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Superintendência de Polícia Civil do Interior e da Delegacia Regional de Bacabal.

Na última semana, a SSP-MA informou que toda a área de mata indicada ao longo da apuração foi minuciosamente vasculhada, assim como trechos do rio Mearim, sem que fossem encontrados sinais que indicassem o paradeiro das crianças. 

As equipes utilizaram equipamentos de imagem em 3D, além de realizar buscas aquáticas e subaquáticas. No rio, foram percorridos 19 quilômetros, sendo cinco deles com o uso de side scan sonar, tecnologia capaz de mapear o fundo mesmo em águas turvas.

Desde o início do desaparecimento, mais de 500 pessoas participaram da força-tarefa montada para as buscas. Apesar do esforço concentrado, as áreas consideradas prioritárias tiveram as buscas de campo encerradas, e agora a investigação se volta para a análise detalhada de todas as linhas possíveis.

As notícias falsas atrapalham as buscas!

O caso também foi marcado pela circulação de notícias falsas que chegaram a mobilizar equipes policiais. Uma das informações apontava que Ágatha e Allan teriam sido vistos em um hotel no bairro da República, em São Paulo. A denúncia foi checada e descartada após ação conjunta das polícias Civil do Maranhão e de São Paulo.

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