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quinta-feira, março 12, 2026

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Capim-capeta ameaça produtividade das pastagens

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capim-capeta. Foto:Divulgação

O avanço do capim-capeta (Sporobolus spp.) tem preocupado produtores rurais e especialistas em diversas regiões do Brasil. Considerada uma das plantas daninhas mais agressivas das pastagens, a espécie pode reduzir a capacidade de lotação em até 40%, comprometendo a produção de carne e leite e provocando desvalorização de propriedades. Em casos de infestação intensa, áreas de pastagem podem se tornar inviáveis para a atividade pecuária.

O impacto econômico da invasora é significativo. Em uma propriedade com capacidade inicial de 2,0 unidades animais por hectare (UA/ha), a infestação pode provocar perda de 0,8 UA/ha. Considerando o preço médio da arroba em R$ 250,00 e produção anual de 16 arrobas por unidade animal, a redução chega a 12,8 arrobas por hectare por ano, o que representa prejuízo aproximado de R$ 3,2 mil por hectare.

Disseminação rápida amplia o risco

O alto potencial de propagação é um dos fatores que tornam o capim-capeta especialmente preocupante. Uma única touceira pode produzir até 200 mil sementes por ano, que permanecem viáveis no solo por até uma década. A dispersão ocorre com facilidade por meio de pneus, equipamentos agrícolas, fezes de animais e até pela água da chuva, favorecendo a expansão para novas áreas.

Especialistas alertam que, em poucos anos, a planta pode dominar grandes extensões, principalmente em pastagens degradadas ou com falhas de cobertura vegetal. Embora não seja a causa inicial da degradação, a presença da espécie agrava o problema e dificulta a recuperação das áreas.

O cenário preocupa ainda mais diante da dimensão da pecuária brasileira. Dados da Embrapa indicam que o país possui cerca de 213,7 milhões de bovinos, com quase 90% da produção de carne baseada em sistemas a pasto. São aproximadamente 160 milhões de hectares de pastagens responsáveis por sustentar mais de 200 milhões de animais.

Controle exige tecnologia e manejo integrado

O enfrentamento do capim-capeta exige mudanças nas estratégias de manejo. Especialistas apontam que o uso de herbicidas modernos aliado a práticas integradas de manejo das pastagens é fundamental para conter o avanço da planta.

A adoção de tecnologias adequadas e a modernização das técnicas de controle são consideradas medidas essenciais para reduzir a infestação e evitar perdas produtivas. Em um setor que depende diretamente da qualidade das pastagens, o manejo eficiente é visto como fator decisivo para manter a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade da pecuária.

O post Capim-capeta ameaça produtividade das pastagens apareceu primeiro em Diário do Pará.

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