Internado desde a última sexta-feira (13), Jair Bolsonaro deve seguir na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta, segundo a equipe médica responsável pelo tratamento do ex-presidente.
De acordo com os especialistas, o estado de saúde de Bolsonaro é considerado ‘grave’ após a confirmação de que ele está com quadro agudo de broncopneumonia bacteriana bilateral. A condição ocorreu após uma crise de refluxo, que levou o líquido do estômago aos pulmões de Bolsonaro.
O médico Brasil Caiado informou que o ex-presidnete apresentou dificuldades para respirar após uma queda na saturação de oxigênio, mas que agora o quadro está estável, apesar de não ‘totalmente controlado’. Caiado ressaltou a velocidade com que a condição evoluiu. Segundo ele, Bolsonaro havia dormido bem na noite anterior, mas a doença rapidamente se manifestou.
Estável, mas precisa de cuidados
Ainda na última sexta-feira (13), o médico chegou a afirmar que esse é o quadro respiratório mais grave já enfrentado pelo presidente. Aos 70 anos e com histórico de problemas digestivos por conta de uma facada que levou em 2018, os médicos esperam que a recuperação seja mais lenta.
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Apesar da doença, os especialistas afirmam que não há necessidade de cirurgia e que o quadro é tratado apenas com o uso de antibióticos, que devem levar pelo menos sete dias para completar a eficácia. Bolsonaro segue consciente e não precisou de entubação.
Sem previsão de alta
O médico Brasil Caiado informou à imprensa que o quadro de pneumonia registrado agora é o mais grave das internações recentes de Bolsonaro. Ele explicou como a doença acontece. “O líquido do estômago é contaminado por bactéria. Quando ele entra no pulmão, a infecção se instala naquele momento”, disse.
O filho do político, Senador Flávio Bolsonaro pediu a transferência do pai para prisão domiciliar. “O mínimo que ele deveria ter é essa domiciliar humanitária, em casa, onde possa ter cuidado permanente da família e assistência técnica”, disse a jornalistas após visitar o pai. “Tem zilhões de casos muito menos graves em que as pessoas estão na domiciliar humanitária.”.


