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domingo, março 8, 2026

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Banco ligado à Edir Macedo tem papéis relacionados ao Master

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Uma disputa judicial bilionária colocou o Banco Digimais – instituição que seria ligada ao bispo Edir Macedo -no centro de uma acusação

Uma disputa judicial bilionária colocou o Banco Digimais – instituição frequentemente descrita como ligada ao bispo Edir Macedo -no centro de uma acusação pesada: um sócio minoritário afirma ter levado um prejuízo que chega perto de R$ 500 milhões após o banco integralizar participação em um fundo com títulos que, segundo a ação, tinham lastro frágil e acabaram perdendo valor — “viraram pó”, na expressão usada por relatos do caso.

A briga envolve, de um lado, a alegação de que o Digimais teria usado papéis associados à Fictor, à Reag e ao Banco Master para compor a operação; de outro, a versão do banco, que contesta a narrativa e tenta transferir parte da responsabilidade ao próprio sócio e à gestão/estrutura do fundo.

De acordo com as reportagens que detalham a ação, a controvérsia nasce da forma como a participação no fundo foi estruturada: o Digimais teria ficado com a maior fatia (mencionada como 80% em publicações sobre o caso), enquanto o investidor/gestor ficou com a parcela restante, e o “pagamento” ou a composição do investimento teria envolvido títulos ligados a empresas que depois passaram a enfrentar questionamentos, investigações e, principalmente no caso do Banco Master, uma crise que contaminou ativos e confiança.

É aqui que o enredo ganha tração: quando um papel depende de lastro e credibilidade, qualquer suspeita vira cupim em móvel antigo — e ninguém quer descobrir tarde demais que a estante inteira estava oca.

CASO BANCO MASTER

As notícias apontam que o investidor sustenta que os títulos recebidos teriam problemas documentais e/ou baixo lastro, o que teria tornado os ativos praticamente sem valor e gerado a cobrança judicial na casa de centenas de milhões. Já o Digimais, segundo a cobertura, nega irregularidades e sustenta uma linha defensiva que inclui acusações de retenção de valores e disputa sobre rendimentos/recursos ligados ao fundo, indicando que a guerra não é apenas sobre “quem perdeu”, mas sobre “quem ficou com o quê” no caminho.

O pano de fundo é um mercado ainda estremecido por desdobramentos recentes envolvendo o Banco Master, cuja liquidação virou um marco de estresse no sistema e elevou a sensibilidade do setor a operações com carteiras, cessões e títulos de crédito. E, quando um caso vem com esse tipo de “efeito dominó”, o dano costuma ir além do processo: atinge captação, reputação e o apetite de parceiros — justamente o tripé que nenhum banco gosta de ver bambear.

O que dá o tom da história, por enquanto, é que, no momento o que existem são versões em choque: a ação descreve um prejuízo gigantesco e mira a forma como os ativos foram usados para lastrear a participação no fundo; o Digimais rebate e tenta caracterizar o conflito como disputa societária/financeira com responsabilidades compartilhadas.

Os próximos passos relevantes tendem a passar por perícias nos papéis, comprovação de lastro, rastreio de fluxos (quem aportou, quem recebeu, quando e com que documentação) e a resposta formal do banco nos autos — porque, em briga de quase meio bilhão, detalhe “miúdo” costuma valer uma fortuna.

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