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quinta-feira, março 12, 2026

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Baixa temperatura pode ter causado explosão em fábrica 

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Grandes tragédias industriais costumam deixar mais perguntas do que respostas nos primeiros dias de investigação. Foi o que aconteceu em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, onde a explosão em uma fábrica de explosivos da Enaex matou nove pessoas e transformou a madrugada de 12 de agosto deste ano em um cenário de destruição. Um mês depois, começam a surgir explicações técnicas que ajudam a entender como o acidente pode ter acontecido.

Um laudo da Polícia Científica do Paraná, divulgado nesta segunda-feira (15) pelo governo estadual, aponta que a baixa temperatura registrada na cidade – 3 graus no momento do incidente – pode ter contribuído para a explosão. O documento indica que um dos reatores da unidade operava fora da faixa segura, abaixo do mínimo de 50 graus exigido para o processo de produção.

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O equipamento em questão funcionava como misturador para a fabricação de pentolite, explosivo obtido a partir da fusão de TNT e nitropenta. Trata-se de um processo delicado, que exige controle rigoroso de calor para evitar riscos. Os peritos explicam que, em condições mais frias do que o ideal, a mistura pode ter começado a se solidificar, aumentando o atrito das pás do reator e gerando fagulhas. Fator considerado determinante para a tragédia.

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A Polícia Civil do Paraná solicitou mais 30 dias para concluir o inquérito. O prazo inicial terminaria no último dia 11, mas a investigação foi prorrogada até outubro, quando os peritos esperam reunir todos os elementos necessários para esclarecer o acidente.

RELEMBRE A TRAGÉDIA DE QUATRO BARRAS

Na madrugada de 12 de agosto de 2025, por volta das 5h30, ocorreu uma explosão na fábrica de explosivos Enaex Brasil, em Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba, Paraná.

O impacto foi tão intenso que os nove trabalhadores que estavam no local morreram (seis homens e três mulheres), dois conseguiram escapar sem ferimentos graves, e outras sete pessoas ficaram feridas. Em razão da violência da detonação, os corpos foram “fragmentados”, o que tornou necessária uma investigação científica para identificar as vítimas com rigor.

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