Ronald Sales – Em um esforço para promover a sustentabilidade durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá entre os dias 10 e 21 de novembro em Belém, no Pará, cerca de 1.500 voluntários utilizarão tênis inovadores fabricados a partir de caroço de açaí e borracha natural da Amazônia. Esta iniciativa é uma criação da Seringô, uma marca paraense que se destaca por empregar mais de 95% de materiais vegetais em seus calçados e produtos artesanais.
A Seringô lançou seus modelos no mercado em 2024 e, desde então, já comercializou aproximadamente 2 mil pares confeccionados em juta. Para atender à demanda da conferência, a empresa introduziu duas novas versões de tênis feitos com algodão orgânico. Cada par é acompanhado de um selo físico que assegura a autenticidade e rastreabilidade do produto, permitindo que os consumidores acompanhem toda a sua jornada, desde a extração do látex até o produto final.

O modelo foi desenvolvido pela Seringô, de Castanhal, no Pará. Foto: Emerson Coe
O desenvolvimento dessa tecnologia foi realizado em colaboração com as empresas suíças SicPa e Lynx. A SicPa, reconhecida por suas tintas de segurança utilizadas em mais de 90% das cédulas de moeda globalmente, criou um selo utilizando a tecnologia Quazar®, que revela sob diferentes ângulos o nome Seringô ou seu logotipo. A Lynx, por sua vez, é responsável pela plataforma digital que armazena todas as informações relacionadas à rastreabilidade dos calçados.
Adicionalmente, o selo inclui um QR Code exclusivo que leva os consumidores a uma página da Seringô, onde podem acessar informações detalhadas sobre a origem e o processo de produção do calçado.
“Este selo permite que nossos clientes reconheçam com confiança um produto genuíno, evitando fraudes. Além disso, protege a credibilidade da Seringô e valoriza verdadeiramente o conceito de sustentabilidade, prevenindo o uso oportunista desse argumento por outras empresas”, declarou Francisco Samonek, CEO da Seringô, em comunicado.

Como foi o recrutamento, seleção e treinamento
O processo de seleção dos voluntários da COP30 ocorreu em duas etapas principais: recrutamento e capacitação. Após a inscrição, os candidatos pré-selecionados participaram de uma formação virtual sobre temas essenciais para atuação durante os 20 dias de evento, incluindo mudanças climáticas, meio ambiente, desenvolvimento sustentável, estrutura da ONU, funcionamento da Conferência das Partes, turismo e hospitalidade.
Com a conclusão da capacitação online, os candidatos mais bem avaliados foram encaminhados para a checagem de dados do governo federal. Aqueles aprovados passaram então à contratação, conforme os perfis e postos de atuação disponíveis. Em seguida, iniciou-se a fase de formação presencial e a distribuição das atividades que cada voluntário desempenha durante a COP30.
Perfil para ser voluntário
Para integrar a equipe de voluntariado da COP30, foram considerados candidatos que atendessem a alguns critérios essenciais. Era necessário residir na região metropolitana de Belém (PA) e demonstrar boa comunicação, trabalho em equipe e postura proativa. Também foram valorizadas características como senso de organização, capacidade de resolver problemas e disponibilidade para atuar nos horários específicos definidos para o evento.
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