Lana Oliveira/DOL – Eles estão em todos os cantos da COP30: sorrindo, orientando, oferecendo ajuda e distribuindo informações. Assim atuam os integrantes do Programa de Voluntariado da conferência, iniciativa do Governo Federal que tem se tornado peça-chave na operação do evento.
A diretora de Relações Institucionais da Secop, Flávia Castelhano, destaca que o trabalho do grupo já chamou atenção internacional. “A ONU já elogiou reiteradamente, em mais de uma reunião, como esses voluntários estão colaborando com o evento e como estão bem preparados. No dia a dia, atuam em várias frentes: apoio em salas de reunião, negociações, acessibilidade. Conduzem cadeiras de rodas, dão orientações, estão em todas as funções. Tanto na Zona Azul quanto na Zona Verde, sempre há voluntários ajudando da melhor maneira possível”, afirmou.
Atuação ampla e estratégica
Os voluntários atuam nos pavilhões da Blue Zone e da Green Zone, oferecendo atendimento ao público, distribuindo kits e água, além de orientar visitantes sobre transporte, circulação e serviços da conferência.
Para Thainá Reis, voluntária, a experiência é única. Ela conta que o processo de preparação foi intenso. “Tivemos 120 horas de curso online e depois três dias de treinamento presencial para cerca de 1.100 voluntários. Eu tenho 27 anos e nunca vi um evento como esse em Belém. É uma oportunidade única, que não poderia deixar passar. Aqui estamos em contato com pessoas do mundo inteiro. O tempo todo ouvimos diferentes línguas. É incrível.”
Thainá relata ainda como funciona o trabalho diário nos pavilhões. “As pessoas chegam com seus destinos e, como aqui é um labirinto, usamos mapas para direcioná-las. É gratificante”, destacou.
Formação e capacitação
Ao todo, 1.100 voluntários, entre 16 e 73 anos, foram selecionados. Todos passaram por cursos sobre comunicação, protocolos, negociações climáticas, direitos humanos, sustentabilidade e funcionamento da ONU.
“Eles receberam treinamento em várias frentes, desde comunicação até negociações internacionais e diretrizes da ONU”, reforça Flávia Castelhano.
Legado para Belém e para a juventude
O Programa de Voluntariado da COP30 deixa como legado a aproximação da população com a agenda climática e oferece capacitação para jovens, ampliando perspectivas profissionais.
A voluntária Rebecca Brito destaca o impacto pessoal e profissional da experiência. “Está sendo surreal. Sou formada em Relações Internacionais e estar ao redor de tantas culturas no mesmo espaço é incrível. É a forma mais próxima que tenho de praticar a profissão, principalmente o inglês. Tem sido ótimo para desenvolver habilidades de comunicação”, afirma.
Com dedicação, preparo e entusiasmo, os voluntários se tornaram uma das faces mais acolhedoras da COP30 — e um exemplo de engajamento para o futuro.
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