Brenda Hayashi/DOL – A confirmação de que a COP31 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) será sediada na Turquia, em 2026, movimentou a Blue Zone nesta quinta-feira (20). O anúncio veio após um acordo entre Turquia e Austrália, resolvendo o impasse sobre a sede da conferência. A Turquia será a anfitriã oficial da cúpula climática da ONU, enquanto a Austrália assumirá a liderança das negociações.
No pavilhão turco na COP30, em Belém, o Dr. Laurence Hawker, pesquisador Associado e Co-líder do FuturePop, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, comentou suas expectativas para o evento e avaliou os desafios que devem marcar a preparação até 2026.

“Eu gostaria de ver mais ciência envolvida e também que os cientistas realmente se alinhassem às políticas neste momento”, afirmou Hawker. “Os países querem entender como podem comprovar suas perdas e danos, acessar fundos, elaborar seus planos nacionais de adaptação. Existe uma desconexão nesse processo agora”, avaliou.
O pesquisador também destacou a importância da parceria anunciada entre Turquia e Austrália, especialmente na inclusão das nações do Pacífico, região severamente impactada pelas mudanças climáticas.
“Os países do Pacífico estão fazendo um ótimo trabalho, mas precisam de mais apoio. Eles podem ser um grande exemplo para o mundo sobre como trabalhar coletivamente”, opinou.

Acordo superou disputa pela sede
A definição da Turquia como anfitriã e da Austrália como líder das negociações encerra uma disputa iniciada em 2022, quando ambos os países se candidataram para sediar a COP31. Nenhum deles estava disposto a recuar, o que travou o processo até a intermediação realizada em Belém.
Segundo o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, o consenso sinaliza uma “colaboração necessária para o sucesso da cúpula”, já que a COP31 exigirá meses de negociações intensas e a articulação de dezenas de milhares de participantes.
Um desafio compartilhado
Para o turco Dr. Laurence Hawker, a COP31 tem o potencial de tornar mais claras as articulações globais em torno de perdas e danos, mecanismos de financiamento e adaptação climática, temas centrais e urgentes.
“Espero que Turquia e Austrália trabalhem bem juntas e incluam as nações do Pacífico. Esse exemplo de cooperação pode inspirar outros países ao redor do mundo”, sinalizou.
Com pouco mais de um ano para se preparar, Turquia e Austrália assumem a responsabilidade de conduzir uma COP decisiva para o futuro da ação climática global, e todas as expectativas já estão voltadas para 2026.
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