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segunda-feira, março 9, 2026

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Sociedade civil destaca a necessidade de justiça climática e cooperação internacional

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Lucas Quirino/DOL – A Cúpula de Líderes da COP30, em Belém, não se limitou às falas de chefes de Estado e ministros. Nos bastidores e painéis paralelos, representantes da sociedade civil, povos tradicionais, pesquisadores e especialistas internacionais reforçaram o papel da cooperação global e da equidade como pilares centrais da transição energética e da ação climática.

Entre os participantes, estiveram Victor Menotti, membro sênior do Oakland Institute na Califórnia. Para Menotti, a COP30 representa um ponto decisivo para consolidar arranjos institucionais que deem continuidade ao Programa de Transição Justa, uma iniciativa voltada a garantir que os países em desenvolvimento possam avançar rumo à descarbonização sem comprometer seus processos de crescimento econômico e social.

Segundo ele, a proposta do Mecanismo de Ação Belém (BAM) surge como um instrumento essencial para ampliar o acesso a recursos e tecnologias, especialmente no Sul Global. “Trata-se de uma iniciativa baseada na cooperação entre os países, que busca fortalecer a justiça climática e a equidade na implementação das metas ambientais”, explicou Menotti.

O especialista destacou que a COP30 tem o potencial de consolidar o Brasil como protagonista nas negociações internacionais sobre clima.

“O país vem exercendo um papel diplomático importante, promovendo o diálogo entre diferentes blocos e reforçando os princípios estabelecidos desde a Rio-92”, afirmou.

Participação social e fortalecimento das comunidades

A advogada Renata Prata, do Instituto Arayara, também ressaltou a relevância da conferência como espaço de convergência entre governos, comunidades locais e organizações civis. Para ela, a realização da COP30 em Belém amplia a visibilidade das populações amazônicas e de outras regiões que vivem na linha de frente dos impactos climáticos.

A advogada Renata Prata, do Instituto Arayara. | Foto: Irene Almeida/Diário do Pará

“Discutir a transição energética e a justiça climática na Amazônia é reconhecer que as soluções precisam incluir quem vive e protege esses territórios”, observou. Renata defendeu que os debates sobre financiamento climático e transição justa estejam acompanhados de estratégias que garantam participação social efetiva e inclusão das comunidades tradicionais.

A coordenadora também destacou a importância de mecanismos que assegurem transparência e acesso equitativo aos recursos internacionais, de forma a fortalecer projetos sustentáveis conduzidos por comunidades locais.

Um novo capítulo para o clima global

As falas de Menotti e Prata refletem o espírito da COP30, marcada por um esforço conjunto para unir diferentes setores da sociedade em torno de um mesmo objetivo: assegurar uma transição energética justa, inclusiva e financeiramente viável.

Enquanto os líderes mundiais discutem compromissos globais, especialistas e ativistas enfatizam que o sucesso das políticas climáticas depende da integração entre governos, ciência e comunidades locais.

Com a COP30 sediada no coração da Amazônia, o Brasil volta a ocupar um lugar estratégico no cenário internacional, reafirmando sua vocação para promover o diálogo entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental — e reforçando a mensagem de que a justiça climática deve ser o eixo central das decisões globais sobre o futuro do planeta.

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