Andressa Ferreira e Mayra Monteiro/DOL – Durante a COP30 (30ª Conferência das Partes da Convenção‑Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que está sendo realizada em Belém, além das pautas ambientais — que incluem o fortalecimento das metas nacionais de redução de emissões, o financiamento climático e o combate ao racismo ambiental —, a preocupação com o bem-estar dos participantes também está dentro dos assuntos prioritários. Postos de atendimento em saúde estão instalados dentro do evento para garantir suporte rápido e eficiente para todos. A estrutura, equipada com materiais de primeiros socorros, medicamentos e profissionais de diversas áreas da saúde, reforça o cuidado com quem participa das discussões sobre o futuro do planeta.
De acordo com o enfermeiro responsável pelo posto 3, Felipe Maciel, a presença desse espaço é essencial em um evento de grande porte e com público tão diverso. Segundo ele, entre os principais atendimentos estão curativos, em decorrência de calos e ferimentos devido ao deslocamento; problemas gastrointestinais, além de desidratação e falta de ar devido ao calor.
“A gente está atendendo mais nesse perfil, que está tendo em média uns 20 atendimentos diários aqui, mas temos também outros postos, que acredito que estejam tendo esse mesmo fluxo”, explica ele, ressaltando que há profissionais da saúde espalhados pelos corredores do evento.

Outro ponto de atenção é o clima amazônico, que pode surpreender os visitantes. O enfermeiro lembra que Belém é uma cidade quente e úmida, o que exige alguns cuidados extras. “O primeiro ponto é a questão da hidratação. É muito importante porque, já como o clima aqui é bem quente, acaba tendo muitos quadros de desidratação. A gente orienta bastante ingestão de água e, quando possível, um bom banho para resfriar o corpo. E o essencial que é o descanso”, pontua o profissional.
Felipe Maciel destaca que a equipe foi especialmente treinada para lidar com situações variadas, desde atendimentos de rotina até emergências, com postos com aparato para atendimentos de média e alta complexidade. Além disso, também há intérpretes e profissionais capacitados para atender pessoas com deficiência, reforçando o compromisso da COP30 com a acessibilidade, a equidade e a inclusão.
O posto de saúde funcionará durante todo o período da conferência, com atendimento contínuo e integração com unidades de referência da rede pública estadual. Em caso de necessidade, os pacientes poderão ser encaminhados para hospitais próximos, garantindo uma resposta rápida e segura.
Carla Guedes, recepcionista do posto 3 e Intérprete de Libras, enfatiza que a equipe está preparada para atender pessoas com deficiência e mobilidade reduzida, incluindo surdos e estrangeiros. A equipe foi selecionada e treinada para inclusão. Carla relata que o primeiro atendimento no posto 3 foi a uma usuária surda, sendo um momento gratificante. A inclusão é vista como essencial para que outros eventos sigam o exemplo de acessibilidade do SUS, e a equipe se sente totalmente preparada.

“Teve todo esse cuidado para que nós pudéssemos fazer essa inclusão de uma forma que todos pudessem ser assistidos. Esse momento que a gente está vivendo é único aqui no nosso estado, na nossa cidade de Belém e, essa inclusão é essencial para que as outras pessoas e outras eventualidades de organização ou eventos que a gente possa ter, possam ter esse atendimento, possam ter mais acessibilidade aos serviços que o SUS oferece de uma forma qualificada, que é o mais importante pra gente”, diz ela.
Com essa estrutura, a COP30 não apenas reafirma o compromisso com o meio ambiente, mas também com a saúde e o bem-estar das pessoas. Afinal, como resume o enfermeiro Felipe Maciel, “cuidar do planeta começa por cuidar de quem luta por ele”.
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