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sábado, março 7, 2026

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‘Poluidores fora’: protesto confronta presença de lobistas na COP30

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Brenda Hayashi/DOL – O clima de tensão e reivindicação voltou a ocupar a Blue Zone da COP30 no final da manhã desta segunda-feira (17). Um grupo internacional de jovens, ativistas climáticos e representantes de movimentos sociais realizou um protesto chamando atenção de delegados, negociadores e da imprensa mundial que circulava pelo local.

O ato ganhou destaque sobretudo por uma placa que sintetizava a crítica central do movimento: “You wouldn’t invite the tobacco industry to a health conference.” Que em português quer dizer: “Você não convidaria a indústria do tabaco para uma conferência de saúde.”

A comparação, considerada poderosa e direta, estabelece o paralelo que os manifestantes buscam evidenciar, assim como seria absurdo permitir que a indústria do tabaco influenciasse políticas de saúde, também seria incoerente permitir que lobistas de combustíveis fósseis participem das negociações climáticas da ONU.

Gritos de ordem traduzidos

Durante o protesto, as palavras de ordem repercutiam pelos corredores da conferência. Entre elas:
  • “Polluters out, people in!” — “Poluidores fora, povo dentro!”
  • “Climate justice now!” — “Justiça climática já!”
  • “Shame! Shame! Shame!” — “Vergonha! Vergonha! Vergonha!”
  • “Shame to fossil fuel lobbyists!” — “Vergonha aos lobistas dos combustíveis fósseis!”
Os cânticos expressavam indignação e pediam a retirada imediata de representantes da indústria fóssil das negociações da UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima).

Críticas à estrutura das negociações

Uma das porta-vozes do grupo defendeu que a presença de lobistas do petróleo enfraquece a tomada de decisões e impede avanços significativos:
“Precisamos reformar a UNFCCC, assim como a OMS reformou seus processos. É a única maneira de garantir que as decisões sejam justas e equitativas.”
Ela reforçou que as mudanças climáticas não são apenas uma questão ambiental, mas também um problema de saúde pública, social e estrutural, afetando especialmente povos indígenas, jovens e comunidades vulneráveis.
Para os manifestantes, limitar o acesso de empresas poluidoras às salas de negociação é um passo essencial para que a COP30 avance rumo à justiça climática.

Contraste entre interesses econômicos e sobrevivência humana

Ao longo da manifestação, ativistas denunciaram que países vulneráveis continuam sofrendo com a exploração de seus territórios enquanto grandes corporações lucram.
“Não podemos continuar vivendo em um sistema que extrai de comunidades vulneráveis para beneficiar poucos”, disse uma jovem ativista, sendo seguida por um coro sincronizado de “Poluidores fora, povo dentro!”.

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