28 C
Belém
sábado, março 7, 2026

Descrição da imagem

Na COP 30, Kleber Toledo defende o poder da arte contra a desesperança

Data:

Descrição da imagem

Em sua participação na COP 30, o ator Kleber Toledo abordou a relevância do evento sediado em Belém, na Amazônia, destacando a necessidade urgente de ação diante da crise climática. O ator ressaltou que as mudanças climáticas são uma realidade inegável e que a escolha da localização para sediar a conferência confere uma força adicional à discussão.

Para Toledo, sediar a COP na Amazônia amplifica a voz do Brasil e a importância do bioma:

“Bom, por ser em Belém, na Amazônia, eu acho que a gente tem ainda mais força, porque a gente sabe a importância desse bioma, a gente sabe a importância dessa floresta. Eu acho que a gente dá o exemplo de manter a floresta de pé a maior força que a gente pode ter, né? Não tem nada que arraste mais as pessoas para um lugar certo e correto do que um bom exemplo. Então, acho que é isso que a gente tá tentando trazer aqui.”

O ator classificou a COP como o evento mais importante que acontece no ano, devido à constante observação das mudanças climáticas por parte da população. Ele mencionou que muitas pessoas já vivenciaram tragédias como enchentes ou viram rios desaparecerem. Diante desse cenário, ele alertou que, se não houver ação imediata, o futuro se tornará incerto, ou pior, certo de que a humanidade “vai se dar muito mal”. O objetivo principal dos encontros, segundo ele, é proteger e melhorar o futuro.

A arte como bússola

Além da urgência ambiental, Kleber Toledo enfatizou o papel fundamental da arte e da cultura na construção de um futuro melhor. Para o ator, a arte funciona como a base para o entendimento e como uma ferramenta essencial para combater o negacionismo, a desinformação e a desesperança que marcam a era atual.

O artista argumentou que a arte tem a capacidade de restaurar a esperança, promover a união entre grupos e quebrar barreiras de dúvida e separação, mostrando que a união é o caminho correto. Ele afirmou que um povo com maior acesso à arte e cultura se construirá de forma muito melhor no futuro.

Toledo aprofundou sua reflexão sobre o estado de espírito da sociedade, comparando a crise atual a uma “pandemia da desesperança, da descrença”. Ele salientou que, embora a humanidade tenha passado pela pandemia de COVID-19 e perdido inúmeras pessoas, a falta de crença e de esperança é igualmente destrutiva.

O ator detalhou como a descrença impacta diretamente a capacidade de cuidar do planeta. “Eu acho que como artista, né, eu acho que o artista sempre fala e trabalha muito nos sonhos e eu acho que a gente precisa rever um pouco isso. A gente teve uma pandemia aí que a gente viveu inúmeras tragédias, perdemos inúmeras pessoas, mas a gente tá vivendo a pandemia da desesperança, da descrença. Isso é uma coisa que eu acho que afeta demais, porque quando você não consegue sonhar, quando você não tem esperança, quando você não acredita, automaticamente você não cuida”, afirmou.

A descrença, segundo o ator, atua como um obstáculo, atrapalhando toda a nova construção de mundo almejada. Portanto, a missão dos artistas deve ser reforçar os sonhos e as crenças, visando um futuro que seja “mais sustentável, mais unido, mais empático, menos diferenças acima de tudo”.

O post Na COP 30, Kleber Toledo defende o poder da arte contra a desesperança apareceu primeiro em RBA NA COP.

Compartilhe

Descrição da imagem

Mais Acessadas

Descrição da imagem