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sábado, março 7, 2026

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Marcha Global Indígena reforça protagonismo e pauta climática na COP30 em Belém

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Andressa Ferreira/DOL – A COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, sediada em Belém, ganha mais força com mobilizações que colocam no centro do debate aqueles que historicamente protegem a floresta: os povos originários. Nesta segunda-feira (17), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) realiza a Marcha Global – A Resposta Somos Nós, que destaca a urgência de políticas climáticas alinhadas às demandas indígenas. O ato integra a programação da Cúpula dos Povos e reforça o papel da Amazônia como chave para o futuro climático do planeta.

A marcha tem como bandeira cinco eixos considerados essenciais para enfrentar a crise climática: reconhecimento territorial como política ambiental, desmatamento zero, fim da exploração de combustíveis fósseis e mineração em áreas indígenas, proteção dos defensores ambientais, acesso direto ao financiamento climático e participação efetiva nos processos de decisão. Para a Apib, essas pautas não são apenas reivindicações: são caminhos concretos para garantir a sobrevivência das florestas e dos povos que as preservam.

Leia também: Povos tradicionais, movimentos sociais e ativistas se unem em Marcha Global pelo Clima

Com saída prevista para 8h30, a marcha segue até o Bosque Rodrigues Alves, um dos maiores símbolos de conservação urbana de Belém. O percurso reforça a mensagem de que a proteção da Amazônia começa com o reconhecimento e o fortalecimento dos territórios indígenas.

A mobilização contará com a presença de lideranças governamentais e figuras centrais da agenda socioambiental brasileira, como as ministras Sonia Guajajara, Marina Silva e Margareth Menezes, além do ministro Guilherme Bouos, da presidenta da Funai, Joenia Wapichana, e do presidente da COP30, André Corrêa do Lago. A presença dessas autoridades marca um diálogo direto entre governo, sociedade civil e povos indígenas em um momento estratégico para a política ambiental global.

“A RESPOSTA SOMOS NÓS”

Realizar uma marcha dessa magnitude em Belém, cidade que recebe os países signatários para discutir o futuro climático, é simbólico e estratégico. A capital paraense se transforma em vitrine mundial da Amazônia, evidenciando tanto suas potencialidades quanto os desafios históricos enfrentados por quem vive na floresta e dela cuida.

Ao ecoar que “a resposta somos nós”, a marcha reafirma que soluções climáticas não serão efetivas sem ouvir quem conhece profundamente o território. Com a COP30, a mobilização emerge como um chamado urgente para que os compromissos globais sejam firmados com justiça, participação real e centralidade indígena.

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