28 C
Belém
sábado, março 7, 2026

Descrição da imagem

Mandí destaca papel dos rios urbanos e defende saneamento como eixo da adaptação climática na COP30

Data:

Descrição da imagem

Lucas Contente (DOL) – Durante o quarto dia de debates da COP30, em Belém, a diretora-presidente da organização da sociedade civil Mandí, Camila Magalhães, afirmou nesta quinta-feira (13) que a pauta dos rios urbanos precisa ganhar centralidade nas discussões climáticas. A declaração foi feita durante sua passagem pela Blue Zone da Conferência, onde a entidade tem acompanhado negociações e reuniões temáticas.

A Mandí nasceu em Belém e atua nacionalmente a partir da perspectiva da Amazônia urbana. O trabalho se concentra em agendas de saneamento, direito à água e adaptação climática, com ações estruturadas em frentes de educação, mobilização e incidência política voltadas principalmente para mulheres e jovens das periferias.

Camila explicou que a organização participa de diversas agendas internacionais além das COPs, como a Conferência da Água e o Fórum Mundial da Água. Segundo ela, o objetivo tem sido aproximar as pautas de água e clima, tradicionalmente tratadas de forma separada.

“Desde a COP29, acompanhamos a agenda dos Diálogos de Baku a Belém, e temos visto avanços importantes nesse processo”, afirmou. Ela destacou que o foco tem sido pressionar o Brasil a assumir protagonismo na pauta da água, área em que o país enfrenta desafios estruturais — especialmente na Amazônia. “O direito à água e o saneamento são questões centrais não só para o Brasil, mas para todo o Sul Global”, disse.

Camila também comentou a participação da Mandí na COP de Baku, no Azerbaijão, e ressaltou a importância de a COP30 ocorrer na Amazônia. Segundo ela, a realização da conferência em Belém ampliou o credenciamento de organizações locais e fortaleceu a presença da sociedade civil amazônida nos espaços de debate internacional.

“A presença da Amazônia nesses espaços é fundamental para levar nossas pautas ao nível global e defender que o saneamento seja reconhecido como ferramenta de adaptação climática. Ao mesmo tempo, isso permite retornar para o território com novas conexões e diálogos com atores internacionais, nacionais e locais”, afirmou.

Rios urbanos como centro da agenda

Criada inicialmente em 2016 como o coletivo Ame o Tucunduba, a Mandí surgiu do incômodo de que os rios urbanos de Belém não eram reconhecidos como rios — uma invisibilidade que, segundo a entidade, aprofunda vulnerabilidades sociais e ambientais. Para a organização, os rios são “o coração da cidade” e estão diretamente ligados à renda, transporte, alimentação, moradia e cultura.

Desde 2022, já como organização da sociedade civil, a Mandí tem como missão reconectar as pessoas às águas amazônicas, fortalecer a participação social e defender políticas públicas voltadas à justiça urbana, ambiental e climática.

O post Mandí destaca papel dos rios urbanos e defende saneamento como eixo da adaptação climática na COP30 apareceu primeiro em RBA NA COP.

Compartilhe

Descrição da imagem

Mais Acessadas

Descrição da imagem