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segunda-feira, março 9, 2026

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Helder Barbalho critica ausência dos EUA na COP 30: “defendem um negacionismo ambiental”

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No primeiro dia da Cúpula dos Líderes da COP30, muito foi esperado sobre a apresentação e os debates entre representantes de potências globais e uma foi destacada pelo governador do Pará, Helder Barbalho.

Segundo o gestor, a não participação dos Estados Unidos no evento realizada em Belém se deve à postura negacionista do país em questões ambientais. Durante entrevista à GloboNews, o político defendeu que a ausência americana reflete uma política climática contrária aos acordos internacionais, não relacionada ao local do evento.

 

A declaração do governador ressalta que países com histórico de ceticismo climático comprometem as discussões globais sobre sustentabilidade. A posição americana contrasta com a necessidade urgente de ações coordenadas entre as nações para combater as mudanças climáticas.

Reconhecimento às Nações participantes

Em contraste às ausências, Helder Barbalho destacou a relevância da participação chinesa na conferência, considerada fundamental nos debates e acordos climáticos devido ao status do país como grande emissor de gases poluentes. Além disso, o governador enfatizou a importância da presença europeia no evento.

O político ressaltou especialmente a participação de nações insulares, que enfrentam ameaças diretas do aumento do nível do mar. Estes países demandam medidas urgentes para evitar possível desaparecimento de seus territórios.

Parceria tecnológica com a Califórnia

Mesmo criticando a postura federal americana, o governador celebrou a presença de entidades subnacionais como o estado californiano. Um acordo de cooperação será firmado no dia 12 de novembro durante a COP 30.

Deste modo, a parceria visa estabelecer o “Vale Bioamazônico de Tecnologia”, projeto inspirado no modelo do Vale do Silício. A iniciativa focará no desenvolvimento de tecnologias voltadas para biodiversidade e inovação sustentável na região amazônica.

Avaliação do Fundo Florestas para Sempre

O governador elogiou a criação da iniciativa brasileira “Florestas para Sempre”, classificada por ele como conquista nacional significativa. Contudo, questionou a adequação do valor de US$ 4 por hectare proposto pelo fundo.

Barbalho defendeu que os estados devem desenvolver estratégias próprias para comercializar créditos de carbono. O Pará possui mais de 200 milhões de toneladas em processo de verificação, com potencial de gerar R$ 40 bilhões até 2027.

Mudança na percepção climática

Por fim, o político observou transformação na consciência populacional sobre crises ambientais, impulsionada por eventos extremos recentes. A tragédia no Rio Grande do Sul e prejuízos econômicos locais contribuem para esta mudança de perspectiva.

Segundo ele, mesmo pessoas anteriormente céticas quanto às mudanças climáticas começam a compreender a relação entre preservação florestal e produtividade. Assim, a conexão entre cobertura vegetal, precipitação e produção agrícola torna-se mais evidente para diversos setores da sociedade.

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