Letícia Corrêa – Por entre rios sinuosos e cachoeiras que seguem o fluxo da natureza, uma exposição fotográfica paraense celebra a força dos povos Juruna e Arara no coração da Floresta Amazônica.
Intitulada “Ecos do Xingu: Memória, Terra e Ancestralidade”, a mostra reúne fotografias que contam a vivência e a simbiose dos povos originários com a natureza. Por meio do uso de canudos no cocar, os indígenas ressignificam os artefatos usuais por meio do respeito ao meio ambiente.
A exposição é assinada pela artista Walda Marques e traz a curadoria da professora da Universidade Federal do Pará, Ida Hamoy. A docente destaca que a ideia é pensar no vínculo que há entre a floresta e os povos que à ela pertencem.
“A ideia de trazer essa exposição para a COP 30 é justamente de pensar essa simbiose entre ser humano e natureza, que é o modo de vida dos povos originários”, destaca.
Grafismos que contam histórias
Além da recuperação da floresta por meio da reutilização de materiais comumente descartados na natureza, a exposição dá visibilidade ao protagonismo indígena marcada na presença da ancestralidade descrita nos grafismos e nos corpos pintados.
“A retomada dessa produção artesanal, de fazer o colar, pulseiras e os próprios adereços tem um significado para eles. Além disso, toda a iconografia e o grafismo representam uma forte relação com a natureza.”, destaca.

O projeto contribui para a revitalização do saber indígena, além de auxiliar na produção artesanal que permite que esses povos se sustentem sem precisar sair de suas aldeias. “Tem a modernidade mas também tem a ancestralidade, sobretudo em relação ao território deles.”, afirma.
A mostra pode ser visitada todos os dias, de 9h às 19h, no Pavilhão Pará, que fica localizado na Green Zone. O acesso é pelo Parque da Cidade, na Senador Lemos, bairro do Souza, em Belém.
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