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sábado, março 7, 2026

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COP30: Proteger territórios indígenas é chave para enfrentar a crise climática, reforçam ministros

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Andressa Ferreira com informações de Lana Oliveira/DOL – A Marcha Global dos Povos Indígenas, realizada em Belém durante a COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, tornou-se um dos atos mais potentes da conferência. Entre as milhares de vozes que ocuparam as ruas da capital paraense, duas presenças se destacaram: Sonia Guajajara, Ministra dos Povos Indígenas e Guilherme Boulos, ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Ambos caminharam lado a lado com lideranças de diversos povos, reforçando a mensagem central do movimento: não há solução climática possível sem a proteção efetiva dos territórios indígenas.

Defender territórios indígenas é salvar o planeta

A participação de Guajajara e Boulos deu peso político ao ato e evidenciou a importância de integrar políticas urbanas, ambientais e de direitos humanos às estratégias climáticas. Para os ministros, a presença na marcha não foi apenas um gesto simbólico, mas uma afirmação de compromisso.

Guajajara destacou que “as florestas em pé sobrevivem porque os povos que vivem nelas resistem”. “Estamos lá também, falando, levando essa consciência de que proteger os territórios indígenas é a melhor solução para mitigar a crise climática. E isso já faz com que esta COP também seja a primeira COP que inclui o tema de povos e territórios indígenas, porque esses temas nunca tiveram na pauta, nas 29 referências que já aconteceram”, destaca ela,

“Essa COP já é histórica e mostra que a presença indígena faz toda a diferença. E aqui não só com quem está na Zona Azul, mas quem está na Zona Verde, quem está na Aldeia COP, quem está na Cúpula dos Povos. É exatamente essa presença, esse diálogo que faz a lei, a nossa democracia, fazendo com que essas vozes cheguem lá na zona oficial e isso já está acontecendo, as nossas vozes já conseguiram chegar na estrutura legal”, celebra a ministra dos povos indígenas.

Boulos, por sua vez, reforçou que a crise climática já afeta cidades brasileiras e que proteger os territórios tradicionais é uma medida estratégica para garantir qualidade de vida para toda a população.

“O nosso governo, o governo do presidente Lula reconhece, tanto é que criou o Ministério dos Povos Indígenas com uma parente de vocês, Sonia Guajajara, foram demarcadas terras indígenas, mas a gente sabe que ainda precisa mais e é muito bom que vocês tragam aqui hoje essas reivindicações de todas as homologações necessárias”, aponta ele.

De acordo com Boulos, após uma reunião realizada nesta semana, foram assumidos compromissos e uma série de homologações.

“Nós falamos com o presidente Lula, eu e a Sônia, nesse fim de semana, e ele assumiu o compromisso de que nós vamos ter novas homologações de terras indígenas e novas portarias declaratórias para territórios indígenas nesse país. É necessário que isso seja feito, é um reconhecimento a história de vocês”, acentua boulos.

A marcha, que percorreu Belém em direção ao Bosque Rodrigues Alves, enviou ao mundo uma mensagem clara: os povos indígenas não são apenas vítimas da crise climática, mas protagonistas essenciais na sua mitigação. Estudos apresentados na COP30 mostram que áreas indígenas demarcadas apresentam índices significativamente menores de desmatamento e representam as porções de floresta mais preservadas da Amazônia. Na prática, proteger esses territórios significa reduzir emissões, manter ciclos hídricos, conservar biodiversidade e preservar conhecimentos ancestrais fundamentais para adaptação climática.

Leia também: Marcha Global Indígena reforça protagonismo e pauta climática na COP30

A presença dos ministros refletiu também uma mudança no cenário político brasileiro, que passa a reconhecer e fortalecer a liderança indígena como parte da governança climática nacional. Sonia Guajajara e Guilherme Boulos defenderam participação indígena nas decisões internacionais e avanço em políticas de demarcação — elemento apontado por especialistas como a medida mais eficaz e imediata de mitigação no país.

Marcha global indígena e o debate climático

Belém, que recebe os olhares do mundo ao sediar a COP30, tornou-se palco de um encontro histórico entre poder público e povos tradicionais. A marcha reforçou que proteger territórios indígenas não é apenas um ato de justiça, mas uma necessidade planetária. Em um momento em que a Amazônia vive pressões intensas, o gesto político dos ministros — caminhar, ouvir, aprender e assumir compromissos — ecoa além da conferência.

Ao final do percurso, a sensação predominante era de unidade. A marcha simbolizou que, diante da urgência climática, governos e povos originários devem construir soluções conjuntas. Em Belém, uma verdade se impôs com força: defender os povos indígenas é defender o futuro do planeta.

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