Lucas Quirino/DOL – Em meio às discussões globais sobre o futuro do planeta, a Conferência do Clima da ONU (COP30), realizada em Belém (PA), tem se consolidado como um marco para a agenda verde brasileira. O evento vem sendo palco de anúncios que reforçam o protagonismo do país na transição ecológica e no financiamento de projetos sustentáveis. Somados, os acordos firmados nesta quarta-feira (12 de novembro) já ultrapassam R$ 10,5 bilhões em novos investimentos voltados à economia de baixo carbono.
Na manhã desta quarta-feira (12), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) confirmou a captação de R$ 7,89 bilhões (1,28 bilhão de euros) com instituições financeiras de desenvolvimento da Europa. Os recursos serão destinados a projetos que impulsionem a sustentabilidade em território nacional, com foco em infraestrutura verde, energias renováveis e preservação ambiental.
Logo em seguida, um novo acordo reforçou ainda mais o compromisso do país com a transição ecológica. O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o BNDES assinaram uma carta de intenções para viabilizar um aporte de R$ 2,674 bilhões (US$ 500 milhões) no Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima).
O objetivo é fortalecer a colaboração entre as três instituições, criando uma iniciativa conjunta de financiamento de projetos sustentáveis no Brasil. As ações incluem o reforço da capacidade do Fundo em atender à crescente demanda por investimentos voltados ao desenvolvimento sustentável, especialmente de pequenas e médias empresas e projetos locais.
“Estamos fortalecendo o Fundo Clima para que o financiamento chegue a quem precisa no dia a dia — especialmente pequenas e médias empresas e projetos locais. Com mais escala, governança e novos parceiros, vamos ampliar o nosso impacto”, afirmou o presidente do BID, Ilan Goldfajn.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o acordo simboliza um passo importante na consolidação do Brasil como referência mundial em sustentabilidade. “Este acordo reforça o compromisso do Brasil com a transição ecológica e o enfrentamento da emergência climática. Ao unir forças, o governo brasileiro, o BNDES e o BID ampliarão o financiamento a projetos sustentáveis, fortalecendo o Fundo Clima como instrumento estratégico de desenvolvimento”, declarou.
Administrado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e implementado pelo BNDES, o Fundo Clima financia projetos, estudos e iniciativas resilientes voltadas à sustentabilidade. O novo aporte ainda passará pelos trâmites de aprovação interna das instituições e pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, que, por meio da Comissão de Financiamento Externo (Cofiex), deve autorizar a operação com recursos externos.
Com esses anúncios, o Brasil dá um passo firme na consolidação de uma política de financiamento verde robusta, reforçando seu papel de liderança na agenda ambiental global e sinalizando ao mundo que a transição ecológica brasileira é não apenas um compromisso, mas uma estratégia concreta de desenvolvimento.
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