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sábado, março 7, 2026

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Após protesto de indígenas, segurança da Blue Zone da COP30 é reforçada novamente

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Lucas Contente e Lucas Quirino – A entrada da Blue Zone da COP30 voltou a receber reforço no esquema de segurança nesta sexta-feira (14), após um novo protesto de indígenas, dessa vez do povo Munduruku, que interrompeu o acesso ao espaço onde ocorrem as negociações oficiais da conferência do clima, em Belém.

O bloqueio afetou a passagem de observadores, chefes de Estado e profissionais de imprensa. Com isso, as forças de segurança ampliaram o efetivo na Avenida Brigadeiro Protásio, via que concentra um dos principais acessos ao local.

Lucas Contente/DOL
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Além de agentes das Polícias Civil e Militar, equipes do Exército passaram a atuar no entorno. Durante a manhã a cavalaria da Polícia Militar também foi posicionada na região.

Ao entrar pelo primeiro portão de acesso, era possível observar forças especiais, infantaria de choque e integrantes da Força Nacional, vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Reunião entre Munduruku e autoridades da COP30

Horas após o protesto, lideranças Munduruku participaram de uma reunião no espaço oficial da conferência com o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, e as ministras Sônia Guajajara (Povos Indígenas) e Marina Silva (Meio Ambiente).

O grupo caminhou até a Blue Zone para entregar documentos e cobrar respostas sobre demarcações de terras e obras de infraestrutura que afetam seus territórios.

Corrêa do Lago afirmou que as lideranças apresentaram “preocupações fortes e legítimas” e informou que dois documentos foram recebidos e encaminhados às áreas responsáveis.

Demarcações e processos em andamento

A ministra Sônia Guajajara explicou que um dos territórios reivindicados pelos Munduruku já teve o processo de demarcação assinado pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e está na Funai para execução da etapa física. Outro processo aguarda portaria declaratória do Ministério da Justiça. “Vamos seguir avançando nesses processos ainda este ano”, disse.

Marina Silva informou que a desintrusão da Terra Indígena Munduruku permanece em andamento, com ações de fiscalização realizadas por Ibama e órgãos parceiros. Ela também tratou de temas como a Ferrogrão e concessões de hidrovias. Segundo Marina, não há pedido de licenciamento da Ferrogrão no Ibama, e o processo segue judicializado.

Participação indígena e demandas por consulta

As lideranças Munduruku também questionaram o processo de credenciamento indígena na COP30. Guajajara afirmou que 360 indígenas foram credenciados para a Blue Zone, sendo 150 da Amazônia, o maior número registrado em conferências do clima.

Alessandra Korap, representante Munduruku, reforçou a necessidade de consulta prévia sobre projetos que podem atingir o território. Ela destacou que o grupo espera uma reunião direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar das reivindicações.

Mais um protesto

Na última terça-feira (14), povos indígenas e integrantes de movimentos sociais tentaram ocupar parte da Blue Zone. A ação, porém, foi contida por seguranças privados e pela equipe de segurança da ONU, responsável pelo controle interno da área mais restrita da conferência. O ato terminou com segurança e membros dos movimentos feridos.

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