O 11º Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc divulgou os filmes selecionados para as mostras competitivas da edição 2026. A seleção reúne produções de diferentes regiões da Amazônia Legal brasileira e dos países que compõem a Pan-Amazônia, consolidando o evento como uma das principais vitrines para o audiovisual produzido nesse vasto território.
O festival será realizado entre os dias 28 de abril e 6 de maio de 2026, em Belém e também em cidades ribeirinhas da região, com exibições gratuitas, debates, atividades formativas e encontros entre realizadores e público. Ao todo, mais de 1.200 filmes foram inscritos nesta edição, entre curtas e longas de ficção, documentário e animação.
A 11ª edição do festival conta com patrocínio da Petrobras, por meio da Lei Rouanet de Incentivo a Projetos Culturais, Ministério da Cultura e Governo do Brasil, com apoio cultural do Governo do Estado do Pará, Sesc-Pará, Fórum dos Festivais e Prefeitura de Belém. A realização e produção são da Z Filmes e do Instituto Culta da Amazônia.
Os filmes selecionados concorrem ao Troféu Amazônia FiDoc e a prêmios em dinheiro que somam R$ 30 mil, distribuídos entre as categorias de melhor curta e melhor longa das mostras da Pan-Amazônia e da Amazônia Legal. Os vencedores serão definidos por um júri oficial formado por respeitados profissionais do setor audiovisual.
Criado em 2009, o Amazônia FiDoc tem como missão ampliar a visibilidade das produções realizadas na região amazônica, fortalecer redes de realizadores e democratizar o acesso ao cinema produzido fora dos grandes centros. Ao longo de sua trajetória, o festival já reuniu quase 60 mil espectadores, mais de 700 filmes exibidos e cerca de 150 convidados nacionais e internacionais, além de dezenas de oficinas e atividades formativas gratuitas.
Segundo a cineasta e produtora Zienhe Castro, diretora do festival, o Amazônia FiDoc segue construindo um espaço fundamental para a circulação das narrativas amazônicas no cinema. “Todos os países que integram a Pan-Amazônia e os todos estados que compõem a Amazônia Legal inscreveram obras na convocatória – nosso alcance e nossa capilaridade se consolidam nessa 11ª edição, o que nos deixa muito felizes”, afirma. “Seguimos pensando o cinema como território de interlocução entre os países pan-amazônicos e acreditando profundamente na sua capacidade de traduzir a complexidade desse território. A floresta precisa ser ouvida, e o festival é um canal para que essa escuta aconteça com sensibilidade e verdade”.
Mostra “As Amazonas do Cinema” também divulga filmes selecionados
Também foram divulgados os filmes selecionados para a 3ª Mostra Competitiva “As Amazonas do Cinema”, dedicada a obras dirigidas por mulheres da Amazônia Legal e da Pan-Amazônia. A mostra será realizada de 1º a 3 de maio de 2026, no Cine Sesc Ver-o-Peso, em Belém.
Criada para fortalecer o protagonismo feminino no audiovisual amazônico, a mostra reúne curtas e longas-metragens de ficção e documentário dirigidos por mulheres cis e trans, ampliando o espaço de circulação dessas narrativas no circuito de festivais.
As obras selecionadas concorrem ao Troféu Amazonas do Cinema e a prêmios em dinheiro concedidos pelo júri oficial, além de reconhecimento do júri popular e menções especiais.
A direção geral, produção executiva e curadoria da mostra “As Amazonas do Cinema” são assinadas pela cineasta Zienhe Castro, idealizadora do Amazônia FiDoc. A curadoria é coordenada por Débora Mcdowell e Flávia Guerra, com curadoria conjunta de Monique Sobral.
A programação da mostra também inclui mesas de debate, oficinas e masterclasses, voltadas a realizadoras, estudantes e profissionais do audiovisual da região.
Confira a lista de selecionados
Mostras Competitivas Amazônia FiDoc 2026
Longas-metragens – Amazônia Legal
- Xingu, nosso rio sagrado (PA) – Direção de Angela Gomes
- A Mulher Sem Chão (PA) – Direção de Auritha Tabajara e Débora McDowell
- Concerto de Quintal (RO) – Direção de Juraci Júnior
- Terra Devastada (MA) – Direção de Frederico da Cruz Machado
- Como Matar um Rio (RO) – Direção de Chicão Santos
- Os Avós (AM) – Direção de Ana Ligia Pimentel
Longas-metragens – Pan-Amazônia
- El Río de los Espíritus (Equador) – Direção de Sani Montahuano, Boloh Miranda, Nase Lino
- Kueka, Memoria Ancestral (Venezuela) – Direção de María de los Ángeles Peña Fonseca
- Cais (Brasil) – Direção de Safira Moreira
- Glória & Liberdade (Brasil) – Direção de Letícia Simões
- Amora (Brasil)- Direção de Ana Petta
- Morichales (Colômbia) – Direção de Chris Gude
- Nimuendajú (Brasil) – Direção de Tania Anaya
- Honestino (Brasil) – Direção de Aurélio Michiles
- Shiringa. Genocidio y Resistencia en la Amazonía (Peru) – Direção de Wilton Martinez
- Érase una vez en los Andes (Peru) – Direção de Rómulo Sulca
- Varado (Guiana Francesa) – Direção de Nicos Argillet e Stephane Correa
- Mama (Equador) – Direção de Ana Cristina Benitez
Curtas-metragens – Amazônia Legal
- Umassuma: Lascas de Memórias (PA) – Direção de Andrei Miralha e Guaracy Britto Junior
- Entre as Nuvens (RR) – Direção de Alex Pizano
- Cordel da Marujada (PA) – Direção de Gabriel Paixão
- Mucura (RO) – Direção de Fabiano Tertuliano Barros
- A Ascensão da Cigarra (RO) – Direção de Ana Clara Ribeiro
- Visagens e Visões (PA) – Direção de Rod Rodrigues
- Dia dos Pais (RO) – Direção de Bernardo Ale Abinader
- Praça Amazonas (PA) – Direção de Ramiro Quaresma
- Cata (MA) – Direção de Lucas Sá
- Noke Koi: A Festa de Um Povo Verdadeiro (AC) – Direção de Sérgio de Carvalho e Alexandre Barros
- Sukande Kasáká | Terra Doente (MT) – Direção de Kamikia Kisedje e Fred Rahal
- Divino, sua alma, sua lente (MT) – Gilson Costa, Clea Torres, Divino Tserewahú
Curtas-metragens – Pan-Amazônia
- Como Nasce Um Rio (Brasil) – Direção de Luma Flôres
- Heridas de Asfalto (Ecuador) – Direção de Uber Gualinga
- Sara (Peru) – Direção de Ariana Andrade Castro
- Samba Infinito (Brasil) – Direção de Leonardo Martinelli
- Você Lembra (Brasil) – Direção de Victória Morais
- Não são águas passadas (Brasil) – Direção de Viviane Rodrigues e Brunno Constante
- Boiuna (Brasil) – Direção de Adriana de Faria
- Arame Farpado (Brasil) – Direção de Gustavo de Carvalho
- Quilombo (Brasil) – Grileiros de Antinha de Baixo – Direção de Cristiano Silva e Manoel Neto
- Agrotóxicos sem Fronteiras: Um Dilema Global (Bélgica, Brasil, França, Suiça) – Direção de João Amorim
- Quanto Vale o Azul? (Brasil) – Direção de Ricardo Gomes
Filmes selecionados — Mostra “As Amazonas do Cinema”
Longas-metragens
- Amazônia Urbana – Belém entre dois mundos (Brasil) – Direção de Aída Neto, Aline Paes
- A Vida Secreta de Meus Três Homens (Brasil) – Direção de Letícia Simões
- Quatro luas pantaneiras (Brasil) – Direção de Ana Carla Loureiro
- Desejo de Viver (mutatis mutandis), Brasil – Direção de Giorgia Narciso
- Mama (Equador) – Direção de Ana Cristina Benitez
Curtas-metragens
- Replika (Brasil) – Direção de Piratá Waurá e Heloisa Passos
- Rami Rami Kirani (Brasil) – Direção de Lira Mawapai HuniKui e Luciana Tira HuniKui
- Todavía Baila (Brasil) – Direção de Laryssa Gaynett
- Cabeça, ombro, joelho e pé (Brasil) – Direção de Van Van
- Áudios de Casa (Brasil) – Direção de Bianca Rêgo
- Ambivalência (Brasil) – Direção de Natacha Maria Oliveira
- Quem quer? (Brasil) – Direção de Célia Maracajá
- Beira (Brasil) – Direção de Marcela Bonfim
- Da Janela (Brasil) – Direção de Lu Antunes
- Maira Porongyta – o aviso do céu (Brasil) – Direção de Kujãesage Kaiabi
- Tapando Buracos (Brasil) – Direção de Pally e Laura Fragoso
- Madre (Brasil) – Direção de Talita Carvalho e Carol Matias
- A Pele do Ouro (origem x) – Direção de Marcela Ulhoa


