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sexta-feira, março 13, 2026

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Físico paraense que ajudou a criar museus morre atropelado por PM em SP

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O físico e consultor museológico Aníbal Fonseca de Figueiredo Neto, 67 anos, natural de Belém (PA), foi atropelado por um policial militar de folga na noite de sexta-feira (24/10), no bairro do Morumbi, zona oeste de São Paulo. Após atingir o pedestre, o agente da corporação foi atingido por um táxi e também não resistiu aos ferimentos.

O acidente ocorreu por volta das 21h20, em frente ao número 2.437 da Avenida Professora Francisco Morato. Aníbal dirigia-se a pé pela faixa de pedestres quando foi atingido pelo cabo da Rondas Ostensivas Tobias Aguiar (ROTA), da Polícia Militar de São Paulo.

O impacto foi tão violento que o policial foi arremessado da moto, que sofreu forte colisão com o gradil de uma residência. Segundo testemunhas, ele teve a cabeça decepada. Logo em seguida, um táxi passou por cima do agente, provocando sua morte no local.

Quem era Aníbal Fonseca

Aníbal tinha destacada atuação acadêmica e cultural: iniciou estudos em física na Universidade Federal do Pará (UFPA) e concluiu graduação e mestrado na Universidade de São Paulo (USP). Ele foi figura central na concepção do Museu Catavento, em São Paulo, e colaborador de projetos museológicos em várias regiões do país.

A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) informou que o caso está sendo investigado pelo 89.º DP e que “todas as circunstâncias do acidente estão sob apuração”.

A cultura e ciência de Belém e de outras regiões manifestaram pesar, reconhecendo a perda do pesquisador como “legado duradouro” à educação científica.

Ministério lamenta a morte

Em nota de pesar, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) afirma que Aníbal é reconhecido nacionalmente como físico, pesquisador e consultor de museus de ciência. “Aníbal deixou uma trajetória marcada por uma visão inovadora da divulgação científica, mesclando rigor acadêmico e sensibilidade artística”, diz a nota

Na nota, o MCTI afirma que “reconhecido pela excelência funcional e beleza plástica de suas criações, e que “deixa um legado duradouro para a educação científica brasileira, inspirando gerações com seu entusiasmo, sensibilidade e visão transformadora da ciência como experiência lúdica e humana”.

E prossegue: “A comunidade científica, museológica e cultural do país se une ao luto pela perda de uma figura que contribuiu de modo expressivo para tornar a ciência mais acessível, interativa e ligada ao cotidiano das pessoas”.

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