A construção de uma equipe vencedora passa por mais do que apenas vitórias no placar. Envolve consistência, entrega e, principalmente, a assimilação de uma identidade de jogo clara. No Paysandu, esse processo tem ganhado forma sob o comando de Luizinho Lopes, que celebrou a classificação às semifinais da Copa Verde 2025 com uma goleada convincente sobre o Manaus-AM. Para o treinador, além do resultado expressivo, a equipe mostrou sinais de evolução tática e coletividade, aspectos que ele considera essenciais na busca por títulos.
Em um duelo que exigia concentração e eficiência, o Papão mostrou sua força ao aplicar uma convincente goleada por 4 a 1 sobre a equipe manauara, na Arena da Amazônia, garantindo vaga na semifinal do torneio. O resultado reflete a evolução da equipe sob o comando de Luizinho Lopes, que destacou a identidade tática crescente e o comprometimento do elenco.
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CONSOLIDANDO UM ESTILO DE JOGO
Desde sua chegada ao Paysandu, Luizinho Lopes tem buscado implementar uma filosofia de jogo clara. Com quatro partidas à frente do time, o treinador vê sinais positivos no desempenho coletivo, especialmente após a vitória no clássico contra o Remo e o triunfo expressivo sobre o Manaus.
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“Sofremos poucos gols, marcamos mais gols. O clássico nos deu uma confiança de que temos bastante potencial e que começamos a colocar nossa digital na forma do Paysandu jogar futebol. Hoje criamos ótimas oportunidades e os gols foram muito bonitos. Feliz por hoje. Vamos agradecer o pouco para merecer o muito”, afirmou Luizinho Lopes.
ELENCO FORTE E GESTÃO EQUILIBRADA
O técnico bicolor também ressaltou a importância de contar com um elenco competitivo, evitando a dependência de um time titular fixo. Para ele, a solidez do Paysandu passa pela preparação de todos os atletas, garantindo alternativas para qualquer situação de jogo.
“Esse é o desafio do treinador: não ter apenas onze jogadores, mas sim um grupo forte. O Paysandu requer atletas prontos e disponíveis o tempo todo. Minha função como treinador é tratar todos com profissionalismo e igualdade, para que, quando estiverem em campo, saibam o que fazer. Eles têm me dado essa resposta”, destacou.
MUDANÇA ESTRATÉGICA APÓS EXPULSÃO
A partida também exigiu adaptação tática. No segundo tempo, com a expulsão do lateral Bryan Borges, Luizinho Lopes precisou reorganizar o time sem comprometer a vantagem construída no placar. Em vez de recuar completamente, a equipe adotou um posicionamento mais cauteloso, mas manteve a postura ofensiva nos momentos oportunos.
“Não íamos baixar as linhas e sim manter a postura de protagonista. No momento em que faria duas mudanças para renovar o fôlego da equipe, o Bryan foi expulso. Como já vencíamos por 3 a 1, optamos por nos defender em bloco médio e baixo, explorando os contra-ataques”, explicou o treinador.
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