Historicamente conhecida como um espaço para perpetuar a memória documental e abrigar obras importantes para a comunidade de Mosqueiro, em Belém, a biblioteca Maria Lúcia Medeiros ganhará uma reforma completa.
O anúncio foi feito pelo prefeito da capital paraense, Igor Normando, nesta quarta-feira (26), com um projeto de transformar a biblioteca localizada na rua Coronel José do Ó, no bairro da Vila, em um espaço de vivências culturais,
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A população já reclamava do descaso com a biblioteca, que apresentava sinais de falta de manutenção, com mato alto, sinais de invasão e estruturas danificadas. Inclusive, moradores da região comemoraram o anúncio da reforma.
“Meus netos estudavam aqui, era um espaço fundamental para pesquisa e estudo. Agora, saber que teremos esse espaço de volta é uma notícia maravilhosa para nós, mães e avós. Toda a comunidade vai ficar feliz”, celebrou a dona de casa Luzia Helena da Silva Basílio, de 54 anos, que vive há mais de cinco décadas em Mosqueiro.
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Grandes planos para o espaço
“Estamos elaborando um cronograma para recuperar e devolver essa biblioteca para a população, garantindo que ela volte a cumprir seu papel cultural e educativo na ilha”, afirmou Igor Normando.
A secretária de Cultura e Turismo, Cilene Sabino, também expressou indignação com o estado do espaço e destacou a importância da leitura para a comunidade.
“A gente ficou bastante decepcionado ao ver um espaço tão encantador e bem localizado nesse estado. É triste ver que a população foi privada desse acesso por tantos anos. Aqui há um acervo riquíssimo de livros, e a leitura liberta as pessoas. Agora estamos aqui para unir forças e devolver esse espaço para a sociedade como ela merece”, ressaltou a secretária.
Quem foi Maria Lúcia Medeiros?
Paraense nascida em Bragança, em fevereiro de 1942, Maria Lúcia Medeiros mudou-se para a capital paraense aos 12 anos de idade e, anos depois, concluiu graduação em Licenciatura Plena em Letras, pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Ainda na Federal, ela tornou-se professora e pesquisadora, além de ser a primeira professora de Redação e de Literatura Infantojuvenil do Curso de Letras da UFPA.
Ela teve colaboração ativa em outras instituições e espaços de ensino e cultura, como a Universidade da Amazônia (Unama), além de ser homenageada com uma sala de leitura na Casa da Linguagem, espaço gerido pela Fundação Cultural do Pará.
Entre suas obras, são destacados os livros “Zeus ou a menina e os óculos” (1988), “Velas, por quem?” (1991), “O lugar da errância” (1994), “Quarto de hora” (1994) e “Céu caótico” (2005).