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segunda-feira, abril 15, 2024
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‘Derrota em Manaus podia ter sido muito pior’, avalia Gerson Nogueira

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Papão cai, mas vaga está aberta

A derrota diante do Manaus irritou a Fiel, mas podia ter sido muito pior. Um lance de contra-ataque com Renanzinho podia ter resultado em estrago maior. Aos 53 minutos do segundo tempo, ele avançou sozinho, driblou Diogo Silva, mas se enrolou na hora de definir e o goleiro conseguiu ficar com a bola.

Os mesmos erros de marcação da defesa do PSC nas últimas partidas se repetiram ontem à noite, em Manaus. Do meio para a frente, a movimentação funcionou inicialmente, mas a parte criativa deixou a desejar. Apesar disso, a primeira chance foi bicolor.

Robinho cruzou na área, Vinícius Leite aproveitou o rebote e chutou forte, mas o goleiro Vinícius Fávero evitou o gol. A partida se manteve favorável ao Papão até os 10 minutos, quando o Manaus começou a sair em contra-ataques perigosos.

Na primeira brecha concedida pela marcação, o Manaus chegou lá. Aos 13 minutos, Renanzinho investiu pela esquerda, passou para Wendel e este cruzou na área. Na sobra, a bola ficou limpa para Adenilson, que só teve o trabalho de finalizar para as redes.

O gol empolgou o Manaus, que aos 16 minutos quase chegou ao segundo, novamente com a dupla Renanzinho e Wendel. A finalização saiu rasteira, mas Diogo Silva fez grande defesa. A pressão permaneceu e, aos 20’, Val Soares tentou afastar e quase marcou contra.

As tentativas de reação do PSC foram tímidas e o melhor momento foi próximo do final, quando Edinho cobrou escanteio e tentou fazer um gol olímpico, mas o goleiro conseguiu desviar para fora.

Na etapa final, com algumas mudanças, o time paraense voltou mais ofensivo. Com a vantagem, o Manaus ficou à espera de uma chance para o contragolpe. Aos 8 minutos, Ibiapino foi lançado na direita, mas o zagueiro Wanderson conseguiu desarmar quando ele engatilhava o chute.

Mais lúcido atacante do Papão na partida, Vinícius Leite cruzou na medida para Robinho, que chutou forte e obrigou o goleiro a dar rebote. Jean Dias, que havia substituído Edinho, conseguiu aproveitar, mas o lance foi invalidado por impedimento do atacante.

Na metade da segunda etapa, Thiaguinho recebeu sem marcação e arrematou para o gol. Diogo Silva espalmou e evitou o gol. A impressão é que o PSC temia se expor em excesso, por temor dos contra-ataques.

Quando resolveu pressionar mais, já com Esli Garcia em campo, a zaga do Manaus se mostrou firme, não dando qualquer chance. No final, o lance descrito na abertura do texto quase castiga a falta de firmeza do Papão no jogo. Por sorte, Renanzinho, que tinha a bola nos pés, inventou de fazer um gol Puskás e acabou desperdiçando o lance.

O resultado refletiu a objetividade do Manaus diante de um PSC que parecia um tanto soberbo no início e muito inseguro na reta final.

Reforço caseiro arruma a defensiva do Leão

Problemas defensivos deixaram a torcida do Remo em desespero durante a passagem de Ricardo Catalá pelo comando técnico. Com muitas falhas, a dupla Ligger e Reniê não conseguia passar confiança. Em todos os jogos, pelo Parazão e pela Copa do Brasil, a zaga era o ponto negativo do time. A gota d’água foi a desastrosa apresentação contra o Porto Velho, que custou a eliminação do Remo da Copa do Brasil.

Com a chegada de Gustavo Morínigo, a situação mudou. O sistema de defesa ganhou mais consistência e segurança, principalmente porque todos passaram a marcar melhor em todos os setores do campo.

Os bons ventos beneficiaram também o goleiro Marcelo Rangel, que sofreu ataques da torcida nos primeiros jogos como titular. Os números não escondem a evolução: nas quatro partidas da gestão Morínigo, o Remo marcou 10 gols e sofreu apenas dois.

Diante do Amazonas, adversário mais temível enfrentado pelos azulinos neste começo de temporada, Morínigo manteve Jonilson na zaga, que já havia entrado bem no confronto com o Santa Rosa.

Ao lado do experiente Ligger, o zagueiro de 22 anos mostrou capacidade de antecipação e eficiência no jogo aéreo, sem cometer nenhum erro. Jogou como veterano, atuando com frieza e determinação. Saiu de campo aplaudido e reconhecido como um dos pilares da importante vitória.

Jonilson foi beneficiado com a ausência de Ícaro, lesionado, e a saída de Reniê. Tornou-se titular por força do bom desempenho desde a base azulina e a aplicação nos treinos. Ganhou uma chance e soube se agarrar a ela.

Formará dupla de novo com Ligger no jogo decisivo de sábado (23), às 18h, na Arena da Amazônia, contra o Amazonas na briga por uma vaga nas semifinais da Copa Verde.

Robinho: ação rápida da Justiça derruba impunidade  

A prisão do ex-jogador Robinho, no começo da noite de ontem, encerrou um processo que se arrastava desde 2013 com toda pinta de que terminaria em impunidade. Condenado a 9 anos de prisão pela Justiça italiana, por participar do estupro coletivo de uma mulher albanesa, ele fugiu para o Brasil a fim de se beneficiar dos tratados de extradição.

Na última quarta-feira (20), as coisas começaram a tomar outro rumo. O STJ decidiu, por 9 votos a 2, homologar o pedido da Justiça da Itália para que Robinho cumpra no Brasil a condenação. A corte brasileira definiu que o ex-santista deve cumprir a pena em regime fechado.

Robinho, dias antes do julgamento no Brasil, havia dito em entrevista que foi vítima de racismo por parte da Justiça italiana. Um argumento tosco e despropositado, levando em conta que durante as audiências ele jamais compareceu ao tribunal de Milão.

Um pedido de habeas corpus impetrado pela defesa foi negado ontem pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e a prisão então foi autorizada e cumprida no começo da noite.

É importante notar que, além de Robinho, o também ex-jogador Ricardo Falco foi julgado e condenado pelo mesmo crime. Cumpre pena até hoje.

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