Explosão no metrô de São Petersburgo deixa ao menos 10 mortos e 50 feridos

MOSCOU - Uma explosão que atingiu dois vagões do metrô de São Petersburgo deixou ao menos 10 mortos nesta segunda-feira, segundo autoridades russas. O porta-voz do governo municipal, Andrei Kibitov, disse que 50 pessoas foram feridas no incidente e uma fonte anônima afirmou à agência de notícias Interfax que a bomba estava cheia de estilhaços.

O presidente russo, Vladimir Putin, que estava em São Petersburgo para uma reunião com o líder bielo-russo, Alexander Lukashenko, disse que estão sendo feitos esforços para determinar as causas da explosão. "O motivo ainda não está claro. Vamos considerar todas as possibilidades, desde terrorismo até um crime comum", afirmou.

Putin disse também que já conversou com os responsáveis pelos serviços de segurança no país e expressou condolências às famílias das vítimas.  De acordo com o Comitê Nacional Antiterrorismo do país, o dispositivo explosivo ainda não identificado foi detonado quando o trem fazia o trajeto entre as estações "Sennaya Ploschad" e "Tekhnologitchesky Institut", na linha azul da cidade. 

As autoridades da Rússia fecharam o metrô de São Petersburgo após a explosão informou a administração do transporte ferroviário da cidade. Todos os usuário já foram retirados dos vagões e das estações. O vice-prefeito de Moscou, Maxim Liksutov, disse á agência Interfax que as autoridades aumentaram as medidas de segurança no metrô da capital russa depois da explosão em São Petersburgo.

Nas redes sociais, imagens e vídeos mostraram pessoas feridas sangrando na plataforma de embarque do metrô. Algumas receberam tratamento dos serviços de emergência enquanto outras fugiam da plataforma em meio a nuvens de fumaça.

A Rússia tem sido alvo de ataques de militantes chechenos nos últimos anos. Líderes rebeldes chechenos têm frequentemente ameaçado realizar mais ataques. Em 2010, pelo menos 38 pessoas foram mortas quando duas suicidas detonaram bombas em trens de metrô lotados em Moscou./ AFP, EFE, AP e REUTERS

 

Fonte: Estadão


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