Secretaria de Saúde confirma terceiro caso de febre amarela no RJ

RIO - A Secretaria estadual de Saúde confirmou, nesta terça- feira, o terceiro caso de febre amarela no Estado do Rio. Trata-se de um morador de Casimiro de Abreu — onde houve os outros dois casos da doença, um deles terminando em morte.

Não foi informado se essa terceira vítima da febre amarela é parente das outras duas. O paciente está internado no Instituto de Infectologia São Sebastião, que funciona num andar do Hospital dos Servidores do Estado, na Gamboa, Região Portuária do Rio. O estado de saúde dele é estável.

O pedreiro Watila Santos, de 38 anos, morreu no último dia 11, poucas horas após dar entrada no Hospital Municipal Ângela Maria Simões Menezes, em Casimiro de Abreu. Ele foi internado com febre, dor de cabeça, taquicardia, falta de ar e dores no corpo, e não havia viajado para áreas com surto da doença.

O pedreiro morava com a família, composta por cerca de 30 pessoas, incluindo crianças, num terreno na localidade conhecida como Córrego da Luz. As sete casas do local são humildes, num chão de terra batida. A região, segundo os moradores, é infestada de mosquitos.

O segundo diagnóstico da doença também é de um morador do município. O homem, de 37 anos, está internado no Hospital dos Servidores, no Rio. O quadro alarmou os moradores da cidade, que estão apreensivos com a possibilidade de um surto na cidade.

SAIBA MAIS SOBRE A VACINAÇÃO:

RESTRIÇÕES: A vacina não é recomendada para gestantes; idosos; crianças menores de 9 meses; pessoas com alergia a algum componente da vacina e a ovos e derivados; pacientes em terapias imunossupressoras; quem têm doenças autoimunes; pacientes transplantados de medula óssea; pessoas com histórico de doença do timo e com problemas neurológicos de natureza desmielizante, como Síndrome de Guillain-Barré e ELA, entre outras.

VALIDADE: De acordo com o Ministério da Saúde, a primeira dose da vacina imuniza o indivíduo por dez anos. Quem recebe a segunda dose está protegido para a vida inteira.

ONDE: A aplicação é gratuita em postos de saúde da rede pública em todo o país. Na cidade do Rio, está sendo oferecida em 34 postos, mas, na próxima semana, o número de unidades será ampliado. Em clínicas privadas, a dose custa entre R$ 150 e R$ 240, segundo pesquisa do GLOBO.

SINTOMAS: Febre, dores no corpo e icterícia (que deixa a pele e as mucosas amareladas). Na fase inicial, a doença também causa perda de apetite, náuseas e vômito. Em casos mais graves, há sangramento por boca, nariz e olhos, além de fortes dores abdominais, afetando órgãos como estômago, fígado e rins.

 

O GLOBO

 


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